Web Summit: Menos transações com cartão mas de maior valor e restauração liderou gastos
Dados da SIBS indicam que durante a Web Summit, que decorreu de 10 a 13 de novembro em Lisboa, o número de transações efetuadas desceu 18% face a 2024, quedando-se nas 64.466 (-18% face a 2024). Ainda assim o ticket médio subiu 6% para de 13,07€. A restauração representou 43% dos gastos.
Na Web Summit 2025 foram registados cartões de 115 nacionalidades, sendo que 72% das transações de compras e levantamentos foram realizadas por estrangeiros. No TOP Países de Origem, o Reino Unido volta a assumir o primeiro lugar, com 11.7% das transações estrangeiras, seguido pela Alemanha (8.1%), E.U.A. (6.4%), Espanha (6.2%), e Brasil (6.1%).
De uma forma transversal, durante os três dias de evento, a hora de almoço (13h) foi o momento com maior fluxo de operações. O primeiro dia, 11 de novembro, destaca-se com 6.169 transações, seguido pelo dia 12 de novembro com 5.044 transações, nesse horário. O último dia, 13 de novembro, contou com 3.502 transações às 13h.
O evento registou um impacto positivo na economia do distrito de Lisboa, particularmente no que respeita às operações de cartões estrangeiros. Os dados fornecidos pelo SIBS Analytics mostram que, analisando apenas as operações de cartões estrangeiros, o valor das operações aumentou 6,4% e o número de operações cresceu 10,2% em comparação com a semana anterior.
A Restauração está no topo dos setores com maior atividade por parte dos estrangeiros, registando um peso de +43% no número de compras. Seguem-se os Supermercados com +20% das transações e os Transportes com +4%.
No que diz respeito ao ticket médio, este foi de €33 no total. Se isolarmos apenas os dados de cartões estrangeiros, este valor médio também foi de €33, representando uma descida de €1 em ambos os casos face à semana que antecedeu a Web Summit.
De salientar que a participação deste ano foi marcada não só pela operação de toda a infraestrutura cashless – com mais de 250 terminais distribuídos por 80 pontos de venda e 55 comerciantes – mas também pela liderança de um debate europeu sobre soberania e inovação nos pagamentos, reforçando a posição da SIBS como referência no setor.


