Viagens dos residentes no 3º trimestre de 2022 ainda abaixo de 2019
De julho a setembro de 2022, os residentes em Portugal efetuaram cerca e 8,2 milhões de viagens, -5,8% do que as realizadas no mesmo período de 2019. Portugal foi o destino principal, acumulando 7,2 milhões de viagens (88,4% do total) mas as viagens ao estrangeiro alcançaram o maior número desde a pandemia, sublinha o INE.
Dados revelados sexta feira, 27 de Janeiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam que no terceiro trimestre do ano passado, as viagens realizadas pelos residentes em Portugal aumentaram 5,9%, face a igual período de 2021, totalizando 8,2 milhões de viagens. Ainda assim face a 2019 houve um decréscimo de 5,8%, em resultado da variação observada tanto nas viagens nacionais (-5,2%) como nas viagens ao estrangeiro (-10,6%).
O número de viagens aumentou em todos os meses do trimestre: +10,6% em julho, +4,7% em agosto e +1,9% em setembro. No entanto, apenas no mês de julho se registou um ligeiro acréscimo (+0,7%) face aos números de 2019.
Do total de 8,2 milhões de viagens realizadas, 7,2 milhões (88,4%) foram feitas “cá dentro” (-5,2% do que no mesmo período de 2019).
As viagens turísticas ao estrangeiro registaram o valor mais elevado desde o início da pandemia, correspondendo a 950,6 mil viagens (11,6% do total de deslocações efetuadas no terceiro trimestre do ano passado). Mesmo assim, este número ficou aquém de 2019. Concretamente, de julho a setembro de 2022 foram realizadas -10,6% de viagens ao estrangeiro do que em igual período de 2019, quando estas representaram 12,3% do total de viagens efetuadas.
O “lazer, recreio ou férias” manteve-se como a principal motivação para viajar, concentrando 5,5 milhões de viagens (-4,9% face ao 3ºT de 2019), tendo a sua representatividade (66,9% do total) sido a única a diminuir. Em segundo lugar surge a motivação “visita a familiares ou amigos” correspondeu a 2,2 milhões de viagens. Já as viagens por motivos “profissionais ou de negócios” (337,1 mil) aumentaram 63,4%, embora estejam ainda com -3,2% face a 2019.
Também nas viagens ao estrangeiro os dois principais motivos fora “lazer, recreio ou férias” e “visita a familiares ou amigos”.
No que se refere ao alojamento, os “hotéis e similares” concentraram 31,0% das dormidas, embora o “alojamento particular gratuito” continue a ser a opção mais escolhida (54,5% do total).
O INE sublinha que “45,2% das viagens foram efetuadas recorrendo à marcação prévia de serviços”, tendo atingido 94,0% nas deslocações ao estrangeiro e 38,8% nas viagens em território nacional.
“A internet foi utilizada na organização de 29,9% das deslocações (+4,6 p.p.), tendo este meio sido opção em 66,0% (+0,7 p.p.) das viagens ao estrangeiro e em 25,1% (+2,3 p.p.) das viagens em território nacional”, refere ainda o INE.


