Viagens dos residentes aumentaram 8% no terceiro trimestre de 2025, segundo o INE
Entre os meses de julho e setembro, os residentes realizaram um total de 8,9 milhões de viagens, +8% em termos homólogos, com o aumento a abranger tanto as deslocações em territórios nacional (+9,1%) como as viagens para o estrangeiro (+2,1%). Ainda assim, houve um abrandamento face ao 2º trimestre.
De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 85,1% do total de deslocações efetuadas pelos residentes no terceiro trimestre do ano passado, ocorreram em território nacional (83,7% no trimestre anterior), atingindo 7,6 milhões de viagens. No mesmo período, as viagens ao estrangeiro totalizaram 1,3 milhões, representando 14,9% do total (6,3% no trimestre anterior).
O número de viagens realizadas aumentou em todos os meses do trimestre: “+12,8% em julho, +7,9% em agosto e +1,9% em setembro”, segundo o INE. Contas feitas, de julho a setembro do ano passado, 40,6% dos residentes fizeram pelo menos uma deslocação turística, +0,7 p.p. face ao mesmo período do ano anterior. Numa análise mensal, e em termos homólogos, a proporção de residentes que realizou pelo menos uma viagem aumentou em julho e agosto (+1,4 p.p. e +0,8 p.p., respetivamente), mas diminuiu setembro (-0,3 p.p.).
Como é habitual o “lazer, recreio ou férias” manteve-se como a principal motivação para viajar, sendo responsável por 5,7 milhões de viagens (+2,5% em termos homólogos), ou 64,3% do total. Ainda assim, esta motivação tem vindo a perder algum relevo sendo que no período em análise, refletiu uma diminuição de 3,4 p.p. face a igual período de 2024. Esta motivação foi responsável por 61,1% das deslocações efetuadas em território nacional, num total de 4,6 milhões de viagens. Já nas viagens ao estrangeiro esta motivação representa 82,1% do total de deslocações, cerca de 1,1 milhões de viagens.
As deslocações para “visita a familiares ou amigos” aumentaram 20,2%, atingindo 2,6 milhões de viagens. Este número representou 29,1% das deslocações efetuadas durante o 3º trimestre do ano passado, tendo subido 3% face ao período homólogo do ano anterior. A mesma motivação esteve na origem de 32,4% do total de deslocações em território nacional (2,4 milhões de viagens) e de 10,2% do total das viagens ao estrangeiro (135,0 mil viagens).
Já relativamente às “profissionais ou de negócios” o INE indica ter havido um aumento de 8,8%, totalizando esta motivação sido responsável pela realização de 280,2 mil viagens (3,2% do total no período homólogo do ano anterior).
Sem surpresas, o “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento (54,1% do total), tendo acolhido 26,0 milhões de dormidas nas viagens dos residentes. Este tipo de alojamento teve maior prevalência nas viagens por “lazer, recreio ou férias” (44,4% do total) e nas deslocações em “visita a familiares ou amigos” (92,8%).
Os “hotéis e similares” foram a segunda opção de alojamento, concentrando 24,4% das dormidas (11,8 milhões). Esta foi a opção escolhida por 44,8% daqueles que viajaram por “motivos profissionais ou de negócios”, por 29,1% daqueles que viajaram em “lazer, recreio ou férias”, e por 92,8% daqueles que se deslocaram para visitar amigos ou familiares.
Marcação prévia de serviços perde peso nas viagens ao estrangeiro
Os dados do INE indicam que a marcação prévia de serviços aconteceu em menos de metade das viagens realizadas pelos residentes do 3º trimestre do ano passado, tendo abrangido apenas 46,4% das deslocações realizadas, ou seja, -0,8 p.p. do que no mesmo período do ano anterior.
Mais frequente nas deslocações ao estrangeiro, a marcação prévia de serviços, realizada em 90,7% destes casos, registou uma queda de 2,1p.p. face ao mesmo período de 2024. “Trata-se do segundo trimestre consecutivo em que se observa, em termos homólogos, uma redução do peso da marcação prévia de serviços nas deslocações ao estrangeiro”, sublinha o INE.
Já nas viagens em território nacional, a marcação prévia aconteceu apenas em 38,6% dos casos, mantendo-se estável face ao período homólogo de 2024.
O INE indica ainda que “no processo de organização das viagens, a internet foi utilizada em 30,1% das deslocações (-0,1 p.p.), mantendo uma maior representatividade nas viagens ao estrangeiro (63,9% do total, -3,4 p.p.) do que nas viagens em território nacional, em que a utilização deste recurso representou 24,2% do total (+0,9 p.p.)”.


