Viagens dos residentes ao estrangeiro aumentaram 30% no 1º trimestre do ano
Com as viagens ao estrangeiro a aumentarem 30% em termos homólogos, para 923,8 mil e as deslocações em território nacional a subirem 3,4% para 4,6 milhões, o numero de viagens realizadas pelos residentes no 1º trimestre do ano totalizaram 5,6 milhões, número que é um novo máximo histórico.
Dados divulgados esta terça-feira, 28 de julho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que no 1º trimestre deste ano, o número de viagens realizadas pelos residentes em Portugal cresceu 7,0% em termos homólogos, totalizando 5,6 milhões, o que configura um novo máximo histórico para os três primeiros meses do ano.
De acordo com o INE, para esta evolução contribuíram, sobretudo, as viagens ao estrangeiro, que aumentaram 30% em termos homólogos, 923,8 mil deslocações, representando 16,6% do total de deslocações realizadas durante o período em análise. Já as viagens em território nacional desaceleraram, tendo aumentado 3,4% (+12,8% no trimestre anterior), para cerca de 4,6 milhões. Ainda assim, as deslocações “cá dentro” representaram 83,4% das deslocações dos residentes (85,9% no trimestre anterior)
Sublinhando que o crescimento aconteceu em todos os meses do trimestre (+3,7% em janeiro, +7,9% em fevereiro e +9,6% em março), o INE alerta que “os resultados mensais do trimestre poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelos efeitos associados aos períodos de Carnaval e da Páscoa”.
A “visita a familiares e amigos” manteve-se como principal motivação dos residentes para viajar em território nacional, dando origem a 48,9% das deslocações nacionais (2,3 milhões de viagens), sendo seguido do “lazer, recreio ou férias” (37,6% do total; 1,7 milhões de viagens)
Já as deslocações ao estrangeiro tiveram como motivação principal o “lazer, recreio ou férias” (58,9% do total, 543,7 mil viagens). Por sua vez, as motivações “profissionais ou de negócios” foram a segunda principal razão para as deslocações ao estrangeiro, tendo estado na origem de 21,0% do total de viagens (193,6 mil viagens).
O “alojamento particular gratuito” foi utilizado em 58,6% das dormidas (9,0 milhões), especialmente no caso das viagens para “visita a familiares ou amigos” (91,7%). Os “hotéis e similares” foram a segunda principal opção de alojamento, concentrando 30,3% das dormidas (4,7 milhões), sendo a opção privilegiada nas dormidas em viagens de “lazer, recreio ou férias” (45,1% do total) e por motivos “profissionais ou de negócios” (67,3%).
A marcação prévia de serviços foi feita em 39,4% das viagens (+2,5 p.p. face ao mesmo período do ano anterior), tendo sido “muito mais frequente nas deslocações com destino ao estrangeiro (95,4%; +1,0 p.p.) do que nas viagens em território nacional (28,3%; +0,4 p.p.)”, explica o INE.
Os dados indicam que a internet foi utilizada na organização de 29,2% das deslocações (+2,1 p.p.), com maior expressão nas viagens ao estrangeiro (71,8% do total; -4,4 p.p.) do que nas viagens em território nacional, em que a utilização deste recurso representou 20,7% do total (+1,4 p.p.).
Os dados divulgados pelo INE indicam, ainda, que cada viagem teve uma duração média de 2,77 noites (2,75 no 1ºT 2025).


