Venezuela proíbe TAP e mais 5 companhias de voarem para o país
O governo da Venezuela revogou autorizações de tráfego aéreo a cinco companhias aéreas, entre as quais a TAP. Em causa está o facto de a companhia ter cancelado os voos por motivos de segurança. A TAP e o ministro das Infraestruturas já reagiram.
TAP, Iberia, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol, são as companhias a que o Governo da Venezuela revogou as autorizações de tráfego aéreo, impedindo-as, assim, de voarem para o país. A revogação foi anunciada pelo governo venezuelano na quarta-feira à noite (26 de novembro), com o argumento de que estas transportadoras aéreas “uniram-se aos atos de terrorismo de Estado promovidas pelo governo dos Estados Unidos suspendendo unilateralmente as operações aéreas comerciais de e para a República Bolivariana da Venezuela”, segundo o comunicado do Ministério dos Transportes e o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (INAC) da Venezuela.
A ordem de revogação foi publicada no Diário Oficial da República Bolivariana da Venezuela, depois de as empresas em questão terem decidido suspender os voos para aquele país devido à crescente tensão entre Caracas e Washington.
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, reagiu à revogação da licença de operação da TAP, afirmando que “o Governo de Portugal não cede a ameaças, ultimatos ou pressões de qualquer natureza. A nossa atuação é guiada exclusivamente pelo superior interesse nacional e pela defesa intransigente da segurança dos portugueses — em qualquer parte do mundo”.
Já a TAP, numa resposta enviada à agência Lusa e citada em vários meios de comunicação, assinalou que “A TAP voa há quase 50 anos para a Venezuela e quer continuar a servir a comunidade e a diáspora nacional naquela região. Todavia, não o pode fazer de momento por falta de condições de segurança, impostas tanto pelos seus standards internos, como pela ANAC [Autoridade Nacional da Aviação Civil]”.

