“Um ano muito bem conseguido”: Grupo Hoti Hoteis supera estimativas e atinge receitas recorde de 112 M€ em 2024
Para a Hoti Hoteis, 2024 foi “um ano muito bem conseguido”, um ano em que o aumento das receitas, para o valor recorde de 112 milhões de euros, teve por base o crescimento do preço médio, anunciou o CEO Miguel Proença, num almoço com a imprensa. Para 2025 a perspetiva é que as receitas se situem entre os 120 e os 125 milhões de euros.
“Um ano muito bem conseguido”, foi como o CEO da Hoti Hoteis classificou o ano de 2024, em que o grupo alcançou receitas globais de 112 milhões de euros, superando em 2 milhões o que estava orçamentado. Este valor recorde representa um crescimento de 9% face a 2023, com as receitas do alojamento a aumentarem 13% face ao ano anterior.
Significa isto que, na base do aumento das receitas globais esteve a evolução positiva do preço médio que aumentou 8% face a 2023, também aqui superando o valor orçamentado, que apontava para 4%, situando-se nos 101,2€ por noite. Assim, sublinhou Miguel Proença, 2024 entra para a história do grupo como sendo “o primeiro ano em que a Hoti ultrapassou os 100€ de preço médio”.
O único indicador que desceu face a 2023 foi o da taxa média de ocupação, que se situou nos 73%, menos 1% dos que os 74% registados no ano anterior.
De acordo com o CEO da Hoti, 2024 foi “um ano em que o trabalho que estivemos a fazer ao nível da gestão de receita foi particularmente bem-sucedido”, uma vez que “conseguimos que o preço representasse uma componente mais importante do que a ocupação”.
Segundo o gestor, esta tem sido “uma preocupação que temos tido ao longo dos últimos anos, em face da necessidade de conseguirmos garantir uma melhor prestação de serviços e um cuidado maior no sentido de limitarmos o aumento da ocupação, conseguindo mais do que compensá-lo com a subida dos preços”, explicou.
Miguel Proença referiu ainda o GOP (Gross Operating Profit), outro dos indicadores que subiu, tendo atingido os 47 milhões de euros. Mais uma vez, este indicador ficou, também, acima do orçamentado em +3%, tendo sido superior em 11% ao registado em 2023, e passando a representar 42% da receita total do grupo, contra 41% no ano anterior.
“O trabalho que estivemos a fazer ao nível de gestão de receita foi particularmente bem conseguido”, com o grupo a aliar a performance da venda ao fine tuning da gestão dos seus hotéis. “Tivemos cuidados acrescidos em garantir a organização de todos os sistemas e unidades hoteleiras para melhorar a eficiência operacional,” afirmou o responsável, acrescentando que em 2024, a estratégia da Hoti Hoteis “centrou-se em reforçar as vendas e adotar medidas para otimizar a eficiência operacional, permitindo alcançar resultados financeiros sólidos”.
Miguel Proença referiu ainda que o mercado português representa cerca de 25% das receitas da Hoti, tendo sublinhado que o maior crescimento entre os vários mercados emissores foi o dos EUA, que representava 4% em 2019 e passou a representar 8% em 2024.
Perspetivas apontam para receitas entre 120 a 125 M€ em 2025
Para 2025, as estimativas da Hoti voltam a apontar para um aumento de receitas mas, no almoço com os jornalistas, Miguel Proença foi cauteloso e alertou para a possibilidade de um abrandamento do crescimento porque “todos os negócios são cíclicos e a hotelaria não é exceção”.
Ainda assim, as perspetivas do grupo apontam para receitas da ordem dos 120 a 125 milhões de euros em 2025, com o chairman do Grupo, Manuel Proença a precisar que os 120 milhões serão sustentados pelas unidades já existentes e que os 125 milhões incluirão já as novas unidades, caso do hotel de São João da Madeira, que deverá abrir portas por altura do São João, ou seja, ainda em junho deste ano.
A propósito das novas unidades, Manuel Proença destacaria que o ano que agora se inicia vai ter um significado especial para o grupo e “algum simbolismo”, uma vez que “entre as unidades que já temos e as que estão em obra, chegamos às 25 unidades, que é aquilo que projetámos há já algum tempo”-


