Turismo volta a ser “motor imprescindível na nossa economia”
Foi assim que a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, comentou os indicadores do INE e do Banco de Portugal que indicam que julho de 2022 será o melhor mês de sempre em número de hóspedes e dormidas.
A estimativa do INE aponta para que no mês de julho Portugal tenha recebido mais de três milhões de hóspedes (3.029,1 mil) que originaram 8.628,4 mil dormidas no total do alojamento turístico. Relativamente a julho de 2019, verifica-se um aumento de 6,3% no número de hóspedes (+179,8 mil hóspedes) e de 4,8% para dormidas (+397,2 mil dormidas).
Os residentes terão sido responsáveis por 2.906,0 mil dormidas, enquanto os não residentes terão originado 5.722,4 mil, dormidas. “A quota de dormidas de não residentes, que era de 41,3% em julho de 2021, passa agora para 66,3%, repondo a estrutura natural do mercado turístico português”, frisa um comunicado do Ministério da Economia.
No que toca a regiões, o Algarve terá sido responsável por 33,1% das dormidas, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa (22,7%), o Norte (15,6%), a RA Madeira (10,5%) e o Centro com 10,0%. Os aumentos mais expressivos serão na Região Autónoma da Madeira (+21,0%), na região Norte (+14,9%) e no Centro (+10,6%).
Em termos acumulados, estima-se que 14.259,4 mil hóspedes tenham permanecido nas unidades de alojamento, dando origem a 37.229,1 mil dormidas.
Quanto às receitas do turismo é certo que “continuam a crescer de forma expressiva, acima de 2019 (+11% em julho), confirmando as previsões do Banco de Portugal nesta matéria, que apontam para que os gastos dos não residentes em 2022 superem em 4,2% os valores de 2019”, frisa a mesma nota.
Perante estas estimativas, a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, faz notar que “estes números evidenciam que o setor do turismo é, hoje, novamente, um motor imprescindível na nossa economia. Graças aos apoios do governo, mas, também e sobretudo, ao espírito de resiliência e criatividade do setor, as nossas empresas estão a responder à procura após dois anos muito sofridos e, hoje, Portugal volta a destacar-se como um dos destinos mais competitivos internacionalmente”.


