Turismo Religioso “faz movimentar milhares de turistas em Portugal”, afirmou Francisco Calheiros na abertura do 13º IWRT
O impacto das intempéries, em particular na região centro do país, a importância do Turismo Religiosos e os novos mercados foram os tópicos da intervenção de Francisco Calheiros na 13ª edição do IWRT. Mas o presidente da CTP não esqueceu o papel da TAP e a situação do aeroporto de Lisboa.
Foi também pelo impacto da intempérie de o presidente da CTP, Francisco Calheiros, começou a sua intervenção na abertura da 13ª edição do Workshop Internacional de Turismo Religioso. Referindo que “ainda é cedo para ter uma noção precisa dos danos e dos riscos”, Francisco Calheiros disse esperar que “os apoios já definidos cheguem rapidamente à economia e que aos poucos se consiga voltar a uma desejada normalidade”.
Sobre o turismo religioso, afirmou que “faz movimentar milhares de turistas em Portugal, tendo uma grande influência na economia regional, na criação de empregos, nomeadamente na hotelaria e restauração, mas também em outros sectores”, continuando, por isso, a ter “uma influência muito positiva nos dados gerais do crescimento da atividade em Portugal”.
Com as previsões a continuarem a apontar para o crescimento do turismo religioso, o presidente da CTP destacou o crescimento do mercado sul-coreano “em grande parte graças ao voo direto entre a capital sul-coreana, Seul, e Lisboa”.
Francisco Calheiros passou em revista os números do turismo em 2025, ano em que o crescimento não foi tão expressivo como em anos anteriores, tendo considerado esse facto como “um sinal positivo”, uma vez que “significa que Portugal deixou de ser percepcionado como um destino de baixo custo e passou a afirmar-se como um destino de qualidade, com valor, onde os turistas estão disponíveis para gastar mais e muitas vezes a permanecer procurados mais novos”.
“Para acelerar a atividade turística e garantir um crescimento verdadeiramente sustentável, temos de continuar a atrair turistas com o maior poder de compra, dispostos a pagar preços mais elevados, com experiências diferenciadoras, autênticas e de elevada qualidade”, defendeu, frisando ser este “o modelo que cria riqueza, emprego qualificado e maior resiliência para o futuro”.
Neste contexto, disse, assumem particular relevância mercados como os EUA, o Canadá e a Ásia, nomeadamente países como a China, o Japão e a Coreia do Sul”, para o que é essencial garantir ligações aéreas diretas.
Considerou, neste sentido, que “a companhia aérea de bandeira é um ativo fundamental
para o país e acredito que este papel será reforçado e diversificado com o seu novo acionista, que estou certo que em breve conheceremos. É essencial manter a força e a competitividade do turismo em Portugal”, afirmou, voltando a lembrar o constrangimento provocado pelo aeroporto de Lisboa e apelando, uma vez mais, a que se encontre uma solução intermédia até que o novo aeroporto esteja funcional.


