Turismo europeu bate novos recordes e Portugal está entre os destinos que mais crescem
As chegadas e dormidas de estrangeiros à Europa, no 1º semestre, ultrapassaram em 6% e 7%, respetivamente, as verificadas no mesmo período de 2019, mas a recuperação faz-se, também, ao nível dos gastos dos turistas internacionais, que este ano deverão crescer 37% face a 2019, sublinha um relatório da ETC.
Divulgado esta quinta-feira pela European Travel Commission (ETC), o relatório trimestral “Tendências e Perspetivas do Turismo Europeu” sublinha que “a indústria do turismo da Europa continuou sua recuperação no segundo trimestre de 2024, com as chegadas e pernoitas de turistas estrangeiros a registarem aumentos de +6% e +7% face aos números de 2019 e refletindo um aumento anual de 12% e 10%, respetivamente.

Segundo o relatório da ETC, este crescimento é impulsionado pelo aumento “robusto” das viagens intrarregionais por parte dos mercados da Alemanha, França, Itália e Holanda.
Os dados do ano até o momento indicam que os destinos tradicionais e não tradicionais do sul da Europa e do Mediterrâneo continuam a ser as escolhas mais populares para os turistas na Europa.
Entre os destinos mais tradicionais, os destaques vão para Malta (+37%), Portugal (+26%) e Turquia (+22%), cujo sucesso se deve em parte, segundo o relatório, “à oferta de experiências com boa relação custo-benefício e às condições climáticas geralmente favoráveis”.
Já no que se refere aos destinos não tradicionais e menos conhecidos, ganham destaque a Sérvia e a Bulgária, que apresentam crescimentos de +40% e +29%, respetivamente, em comparação com os níveis de 2019.

Os países nórdicos também mostram apelo crescente, com a Dinamarca (+38%), Noruega (+18%) e a Suécia (+9%) a apresentem fortes aumentos face à pré-pandemia.
Por outro lado, a região do Báltico continua a lutar, com a Letónia (-24%), Estónia (-16%) e Lituânia (-15%) a apresentarem ainda um número de chegadas internacionais bem abaixo dos níveis de 2019.
Gastos dos turistas internacionais na europa devem atingir recorde
O aumento dos custos do alojamento, dos voos, bem como os gastos associados à escassez de pessoal, têm levado a um aumento generalizado nas despesas de viagem. Neste âmbito, o relatório da ETC avança que os turistas internacionais deverão este ano gastar na Europa mais de 800 mil milhões de euros, o que representará um novo recorde: +13,7% do que em 2023 e + 37% do que em 2019, quando os gastos se situaram nos 583 mil milhões de euros.
Até ao momento, 72% dos gastos estão a ser realizados em destinos da Europa Ocidental, com Espanha (25%), Grécia (25%), Itália (20%) e França (16%), a serem os destinos mais beneficiados por este aumento.
O estudo indica que o setor do alojamento foi especialmente beneficiado no primeiro semestre do ano, com receita por quarto disponível a crescer 5,4% e as taxas de ocupação a aumentarem 1,8%.
A impulsionar o crescimento do turismo europeu deste ano está os turistas norte-americanos, já que os Estados Unidos continuam a ser “o mercado de origem de longa distância com melhor desempenho”, mas a ETC sublinha a “aceitação notável” dos mercados do Leste Asiático, especialmente da China.
“ As cidades europeias estão a tornar-se num atrativo particular para visitantes chineses, já que a China deve vir a ser o mercado de origem de destinos urbanos de crescimento mais rápido em 2025, ultrapassando os EUA”, avança o relatório.
Há, também, um número crescente de viajantes a escolher viajar fora da época alta e a preferir destinos menos conhecidos, impulsionados pela busca por experiências únicas e autênticas com boa relação custo-benefício, o que justifica o aumento da procura por destinos como a Albânia e o Montenegro, que testemunharam um aumento notável na participação de mercado, de 86% e 31%, respetivamente, desde 2019.
O relatório assinala, também, o crescente interesse em viajar para lugares fora do comum, nomeadamente cenários de ilhas naturais, como a Madeira em Portugal e Magerøya na Noruega.
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