Turismo de Toulouse & Haute-Garonne quer captar mais turistas portugueses para o “autêntico sul” de França já em 2026
Responsáveis de promoção e do incoming de Toulouse e Haute-Garonne estiveram em Portugal para promoverem o destino em reuniões com operadores turísticos e agências de viagens e darem a conhecer à imprensa as valência de uma região que se apresenta como o “autêntico sul” de França.
A proximidade e a acessibilidade entre Portugal e Toulouse, unidas por um a três voos diários desde Lisboa operados pela TAP e pela Ryanair, e com ligações do Porto e de Faro durante a época alta, são uma mais-valia para uma região que quer apostar no mercado português e torná-lo num gerador de fluxos turísticos tão importante como Espanha.
“Para já, esta oferta é suficiente porque temos sempre, pelo menos um voo por dia”, considerou Julie Soupene, da agência de promoção de Toulouse, durante uma apresentação à imprensa, na quinta-feira, 30 de abril, em Lisboa, em que esteve também presente Nelly Holterbach, do Incoming Service. Ainda assim, a responsável acrescentou que as autoridades turísticas de Toulouse estão a tentar sensibilizar as companhias aéreas para que melhorem os horários.
“Estamos abertos a todas as colaborações” com players do mercado
Turistas portugueses na região ainda não são em grande escala e, apesar de não existirem números concretos, as responsáveis sublinharam o objetivo de alterar a situação, através de uma aposta estruturada no mercado português, que passa por uma maior proximidade com os players do mercado e ações de comunicação.
Neste âmbito, as responsáveis tiveram reuniões com operadores turísticos, como a Catai (Grupo Ávoris), com a qual existe, desde há dois anos, uma parceria alargada no mercado espanhol que agora pretendem alargar a Portugal, e a Abreu, mas “estamos abertos a todas as colaborações”. Além disso, realizaram reuniões com agências de viagens, que procuram “novas ideias de city breaks e itinerários”, sobretudo para clientes que já tinham estado noutras regiões de França.
“Estamos aqui para ajudar os agentes de viagens a construir novos programas e perceber melhor o destino”, disse Julie Soupene, afirmando acreditar que, com as ações que estão previstas para o trade, nomeadamente, formações e famtrips, o mercado português irá já crescer em 2026. “Estamos convencidos de que o mercado português pode ser tão importante como o espanhol”, disse, acrescentando que está já a notar-se uma “maior procura”, que justifica o reforço das ações promocionais.
Longe do tipo de turismo oferecido por outras regiões do sul do país mais conhecidas e mais massificadas, Toulouse e Haute-Garonne apresentam-se ao mercado português como o autêntico sul de França: “Somos o autêntico sul, não somos um destino de luxo. A forma de receber as pessoas é, para nós, muito importante, recebemos de forma simples, mas autêntica”, frisou a responsável, considerando que o facto de serem menos conhecidos, “é uma vantagem, porque percebemos que as pessoas estão agora à procura de novos destinos, de lugares diferentes e que não estejam sobrelotados”.
Oferta diversificada desde a cultura à gastronomia passando pelo património
Terceira maior cidade de França, capital da região da Occitânia, conhecida como cidade rosa graças às fachadas de tijolo dos edifícios mais emblemáticos, em Toulouse, o turismo de negócios é preponderante, representando cerca de 60% da procura, muito por via das indústrias, nomeadamente a aeronáutica. A cidade pretende agora reforçar a aposta no segmento de lazer e tem muito para o atrair, a começar pela sua localização geográfica que permite chegar facilmente a zonas costeiras do Mediterrâneo ou aos Pirenéus.
Entre os pontos de destaque, está a facilidade de visitar a cidade a pé, porque “tudo está próximo”, disse Julie Soupene, sublinhando o facto de este ser um destino com uma boa relação qualidade-preço.
Os atrativos da cidade são muitos, desde os sítios declarados Património Mundial aos museus, passando pelos jardins e parques, e porque se trata de “um destino para todo o ano”, também pelos Mercados de Natal. Sem falar nos muitos festivais de música, porque Toulouse é uma cidade cheia de juventude, em que um quarto da população são estudantes universitários.
Entre os atrativos não há como não mencionar os que se relacionam com a aeronáutica: a fábrica de aviões Airbus, que é possível visitar, o museu Aeroscopia, onde se pode ver um modelo do Concorde, o museu L’Envol des Pionniers, ou o museu interactivo Cité de l’Espace, onde nem sequer falta um simulador de aterragem na lua.
Para os amantes da arte não faltam museus, sendo um deles o mais antigo de França. Como também não falta património de elevado valor, como os três Patrimónios da Humanidade: a Basílica Saint-Sernin, o Hôtel-Dieu Saint-Jacques e o Canal du Midi que, construído no séc. XVII, é o canal navegável mais antigo da Europa que se encontra em funcionamento, ligando Toulouse a Sète, no Mediterrâneo.
A merecer destaque está ainda a gastronomia e nela predominam várias formas de confecionar pato (sem esquecer o foie gras) as trufas e até as violetas, que são comestíveis, tudo acompanhado por bons vinhos da região. “Para nós, a comida é essencial, tal como para os portugueses. É uma parte fundamental da experiência”, comentaram as reesposáveis.
Toulouse como ponto de partida
A cidade funciona também como ponto de partida para conhecer Haute-Garonne, onde podem visitar-se castelos e aldeias históricas, entre o Mediterrâneo e os Pirenéus. Ou mesmo partir à descoberta da região da Occitânia, com os seus nove sítios declarados Património Mundial, 8 parques regionais, 45 aldeias consideradas as mais belas de França e 43 estâncias de ski.
Por tudo isto, as responsáveis sublinharam que 4 dias é o mínimo para se conhecer Toulouse, mas o ideal será passar uma semana para descobrir a região. “Temos uma localização ideal para vir para passar um fim de semana e conhecer a cidade, mas o ideal é ficar uma semana e fazer de Toulouse uma base para visitar o departamento de Haute-Garonne e a região da Occitânia porque temos muito boas conexões com todos os lugares”, concluiu Julie Soupene.


