Turismo de cruzeiros gera impacto económico de 940M€ em Portugal e contribui com 410M€ para o PIB
De acordo com os últimos dados validados para Portugal, a Indústria contribuiu em 2024 com €410 milhões para o PIB Português e pagou mais de €225 milhões em salários e ordenados, segundo dados da CLIA, divulgados na cimeira que decorre na Madeira.
A Cruise Lines International Association (CLIA) apresentou terça-feira, 24 de fevereiro, na Cimeira Europeia que decorre na Madeira, os principais destaques do Estudo de Impacto Económico do setor, o qual revela que, em 2024, esta indústria apoiou 445.000 empregos em toda a Europa e contribuiu com €64,1 mil milhões para a economia europeia. Deste total, €28 mil milhões contribuíram diretamente para o PIB europeu.
Em Portugal, o turismo de cruzeiros gerou um impacto económico de 940 milhões de euros em 2024, contribuindo com 410 milhões para o PIB. As compras das companhias de cruzeiros em Portugal constituíram a maior parte da contribuição do setor para o PIB, com um valor de 174 milhões de euros representando 42% do impacto total do PIB da indústria.
Os gastos de passageiros e tripulações contribuíram com 150 milhões de euros, através de compras em negócios locais. As atividades de construção naval e expansão de capacidade portuária representaram mais €78 milhões, enquanto os salários das equipas das companhias de cruzeiros representaram €8 milhões adicionais no PIB.
De salientar que a contribuição económica global aumentou quase 16% em 2024, comparativamente ao ano anterior, em reflexo de uma procura sustentada por viagens de cruzeiro em toda a Europa.
Para Bud Darr, presidente e CEO da CLIA, “estes números demonstram que o turismo de cruzeiros é uma parte integral da economia marítima europeia, entregando valor significativo em todo o continente — apoiando empregos, negócios e comunidades costeiras através de uma cadeia de valor ampla e interligada”.
O responsável sublinha que os benefícios da indústria vão muito para além dos portos, “apoiando fornecedores e economias locais em toda as regiões, incluindo áreas costeiras, insulares e remotas, enquanto também contribuem para fluxos turísticos mais equilibrados”, pelo que “os cruzeiros contribuem para a competitividade europeia e simultaneamente contribuem com benefícios concretos ao nível das comunidades locais”, sustentou.
De acordo com o estudo, a atividade de cruzeiros apoia uma rede extensa de empresas europeias, que passa pelos serviços de hotelaria e pequenas e médias empresas em todo o continente. Em 2024, os gastos diretos relacionados com cruzeiros atingiram 31 mil milhões de euros, incluindo 14 mil milhões em bens e serviços adquiridos a fornecedores europeus e 10 mil milhões em construção naval.
“Os cruzeiros representam cerca de 3% do turismo global, ao mesmo tempo que entregam benefícios económicos significativos aos destinos e comunidades”, apontou Nikos Mertzanidis, diretor Executivo CLIA Europa.
Destacando que o impacto dos cruzeiros está distribuído geograficamente, o responsável recordou que o segmento de cruzeiros “canaliza receitas diretamente para os destinos onde os navios operam, criando benefícios económicos tangíveis para as comunidades locais”, podendo representar “uma fonte estável e recorrente de rendimento”, em particular para regiões insulares e marítimas.


