Trabalho temporário na hotelaria cresceu 9% entre maio e agosto face a 2024, segundo a Eurofirms
Os dados da Eurofirms revelam que entre as funções mais procuradas pela hotelaria neste reforço de trabalho temporário para a época alta, estiveram empregados de mesa, rececionistas, cozinheiros e empregados de limpeza. Agosto foi o mês com mais contratações.
Entre os meses de maio e agosto, o setor da hotelaria em Portugal registou um aumento de cerca de 9% no número de trabalhadores temporários face ao mesmo período de 2024, de acordo com a Eurofirms. Agosto destacou-se como o mês mais forte, o que, segundo a multinacional espanhola de gestão de talento, reflete “a importância do trabalho temporário para responder ao pico da procura turística”.
O estudo avança que, embora o número de contratações tenha crescido 9% face ao mesmo período do ano passado, os perfis mais procurados mantiveram-se estáveis e concentrados em funções críticas, nomeadamente, empregados de mesa, rececionistas, cozinheiros e empregados de limpeza.
Este facto leva a Eurofirms a afirmar que “a estabilidade destes perfis ao longo dos últimos anos demonstra que a necessidade de talento na hotelaria não é apenas sazonal, mas estrutural, condicionando a capacidade operacional das unidades hoteleiras durante todo o ano”.
A empresa destaca que a descida do desemprego em Portugal (cerca de 3% no 2º trimestre do ano, face ao mesmo período do ano passado) tem levado a que haja menos candidatos disponíveis no mercado, o que provoca um aumento da pressão sobre o recrutamento.
“O verão de 2025 demonstrou uma evolução clara face a 2024. O crescimento homólogo e a estabilidade dos perfis mais procurados confirmam que a hotelaria enfrenta um desafio estrutural de talento. Não se trata apenas de responder à época alta, mas de garantir recursos para todo o ano. Antecipar necessidades e diversificar estratégias de recrutamento será determinante até final de 2025 e já em 2026”, sublinha Anne-Sophie Nunes, CIS Leader (Corporate Internal Services) da Eurofirms.
A empresa de gestão de talento alerta ainda que, sem medidas de planeamento, as empresas hoteleiras poderão enfrentar maiores dificuldades na contratação para funções críticas, sobretudo no último trimestre do ano e na preparação da próxima época alta.


