Tempestades em Portugal: AHRESP quer que apoios cheguem às empresas “sem demora”
A AHRESP quer que os apoios anunciados pelo Governo “cheguem rapidamente” às empresas afetadas pelas tempestades em Portugal ” e que não se restrinjam àquelas que se localizam nos concelhos diretamente afetados”.
“O país enfrenta uma crise de dimensão excecional, que exige união de esforços, sentido de responsabilidade coletiva e um apoio firme e imediato às pessoas e empresas que lutam pela recuperação”, frisa a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal que garante manter “um diálogo contínuo com o Governo” para transmitir “de forma detalhada a realidade dramática enfrentada pelos empresários do alojamento turístico, da restauração e dos similares”.
Embora reconheça a pertinência das medidas já anunciadas e o esforço de simplificação, a AHRESP considera fundamental que os apoios cheguem, rapidamente, às empresas que deles dependem. Além disso, afirma, “os apoios devem contemplar todas as empresas afetadas, independentemente de se encontrarem ou não em concelhos formalmente declarados em situação de calamidade, uma vez que os efeitos da destruição assumem uma escala verdadeiramente nacional”.
A Associação considera ainda “imperativo” que “nenhum empresário afetado seja excluído dos mecanismos de apoio”, sublinhando que “os empresários em nome individual, com ou sem contabilidade organizada, devem estar abrangidos, evitando‑se assim desigualdades injustificadas num momento tão crítico”
“A ajuda tem de chegar a todos sem exceção, porque os danos, as perdas e o sofrimento alastram por todo o território”, diz a Associação, que se mantém “em contacto direto com os empresários e comunidades locais”, através das suas delegações regionais.
De referir que a AHRESP lançou um questionário de reporte de ocorrências, procurando identificar os danos sofridos e as necessidades mais urgentes, instrumento que tem sido “determinante para obter informação fidedigna, mapear impactos e fundamentar, junto das entidades competentes, a necessidade de medidas ajustadas à realidade de cada território”.


