“Temos a certeza que este hotel vai ser um sucesso”, garante Natália Oliveira, diretora do Vila Galé Cayo Santa María
Natália Oliveira “aterrou” em terras cubanas no início de agosto para dirigir o Vila Galé Cayo Santa María, que está sob gestão do grupo hoteleiro português desde julho. O Turisver falou com ela para saber o que é que está já a ser implementado no hotel para o adaptar aos padrões do grupo e também quais as perspetivas que tem para a unidade.
Começava esta conversa pelo hotel. O que é que já introduziram aqui que tenha a ver com padrão Vila Galé?
Aquilo que nós estamos a tentar fazer é tirar o maior partido daquilo que existe no país e com o nosso know-how, em termos hoteleiros, de bem receber e bem servir, tentar transformar esta equipa que já é muito atenciosa, em algo mais elevado, com mais cuidado, com melhor apresentação, com mais diversidade nos produtos apresentados porque, como nós sabemos, o mesmo produto pode ser confecionado e transformado de várias formas, é é um bocadinho isso que nós pretendemos demonstrar aqui.
Mas já têm algum padrão definido? Por exemplo, já introduziram aqui o “Massa Fina”, com as características que tem em Portugal?
Claro. Todas as nossas marcas que estão bem vigentes em Portugal e no Brasil, como é o caso das marcas “Versátil”, “Inevitável” e “Massa Fina”, são sem dúvida a primeira alteração que estamos a trazer aqui para Cuba, sobretudo para que o cliente português e até o mercado brasileiro identifique facilmente a marca.
Os nossos vinhos também estão quase que a chegar. Vamos ter aqui os vinhos “Versátil” para os restaurantes buffet e o restaurante “Inevitável” vai contar com a gama seleção.
Há a perspetiva de poder importar outros produtos portugueses ou isso é muito difícil?
Como sabe, há coisas que podem ser difíceis, mas não custa tentar. Se nós queremos desenvolver o turismo aqui e contamos com o apoio do Grupo Gaviota para isso, acho que o que iremos fazer. Não será nesta primeira fase, ou seja, agora vamos trazer estes produtos primários para começar a nossa operação e depois iremos desenvolvendo consoante achemos que seja viável.
As ocupações aqui em Cuba dependem das zonas, mas são no geral bastante baixas. Num hotel com esta dimensão terão que fazer uma gestão de partes abertas e partes fechadas. É complicado fazer isso?
É, porque um hotel ganha vida muito pela ocupação que tem e tendo esta estrutura com 17 hectares, quando temos uma ocupação mais baixa, obviamente temos de fazer a parte da gestão dos alojamentos e de onde concentrar os clientes.
Não deixamos nunca de dar animação, porque isso é importante para quem cá está. Agora, tem que ser um pouco mais reduzida, no sentido do espaço utilizado. Nós temos um teatro fabuloso para os grandes eventos. Se não podemos utilizar o teatro, fazemos aqui no nosso lobby bar ou até na praça, para que o cliente nunca deixe de ter animação.
A animação é essencialmente cubana ou já introduziram algo diferente?
Temos algumas introduções, essencialmente do Brasil, um país onde estamos muito representados, mas sabemos que quem nos visita quer levar muito da cultura cubana, portanto temos aulas de bachata, temos aulas de salsa, de merengue, para quem quiser aprender um pouco mais da cultura.
Os transportes dentro de Cuba não são fáceis, mas vocês já têm várias unidades localizadas aqui. Conseguem fazer algumas sinergias entre as unidades ou ainda não?
Para estes grandes eventos, por exemplo como o Destinos Gaviota, é possível estabelecer algumas sinergias com as nossas equipas, entre territórios e entre unidades Vila Galé. E é exatamente isso que nós também procuramos, porque em Portugal essa sinergia é importantíssima e aqui também o queremos fazer.
Portugal, Brasil e Canadá: os mercados em que a Vila Galé vai apostar no Cayo Santa María
O mercado português já se fez sentir nestes poucos meses que vocês estão aqui com este hotel ou ainda não?
Já se fez sentir, claro, tanto a partir de Lisboa como a partir de Madrid, porque também há muitos portugueses a viajar de Madrid. Inclusive já têm notado essas diferenças da marca, porque alguns são repetentes e já conheciam a unidade com a outra marca hoteleira que aqui existia e referem que já se nota a presença da Vila Galé.
Além do português, quais são os vossos principais mercados?
Obviamente, também vamos trabalhar muito com o Brasil, porque sabemos que é um forte mercado emissor e que se calhar ainda não conhece Cuba, e vamos começar a explorar isso. Depois, obviamente, o mercado canadiano, que é muito importante para Cuba, principalmente para os Cayos, porque a viagem é curta e o clima é bom.
Do Brasil não há voos diretos nem charter para Santa Clara?
Não, não existem. Eles vêm a partir do Panamá e depois fazem a ligação aqui com o Cayo Santa María, com Santa Clara.
Mas para o mercado brasileiro teria um grande impacto ter também um voo direto, não?
Claro, e estamos a trabalhar nessas parcerias, tal como também a partir de Portugal e de Espanha, procurar ter mais voos ao longo de 2026, e claro, ganhar quota de mercado nos que já existem. A nossa comunicação é muito forte, muito ativa, e portanto temos a certeza que este hotel vai ser um sucesso.
“(…) o país é muito bonito, e vale a pena nós passarmos a informação de que é seguro visitar Cuba, que não há aqui qualquer falha de serviços e de produtos para que as pessoas assimilem essa ideia”
Para os próximos meses, o que é que estão a pensar introduzir no hotel para que ele assuma cada vez mais o padrão Vila Galé?
O mais importante é fazermos aqui a parte do standard Vila Galé, quer a nível dos quartos, colocar aqui o nosso standard de limpeza, de higiene, mesmo da apresentação.
Nos restaurantes de igual forma, vamos contar com alguns colaboradores de Brasil e de Portugal que vão ajudar nesta formação para que nós possamos passar cada vez maia a melhor mensagem e a melhor imagem dos nossos pontos de venda (Inevitável, Massa Fina) e procurar desenvolver o que Cuba tem de melhor, porque o país é muito bonito, e vale a pena nós passarmos a informação de que é seguro visitar Cuba, que não há aqui qualquer falha de serviços e de produtos para que as pessoas assimilem essa ideia.
A Natália veio já em pleno verão europeu, em agosto. Como é que tem sido?
Bom, eu cheguei muito recentemente, eu estou cá há um mês e meio, sensivelmente, eu cheguei dia 5 de agosto e venho de corpo e alma para abraçar este projeto. Tem sido uma aprendizagem, mas tanto a nossa equipa como a própria população estão muito recetivos à vinda da Vila Galé, veem que é uma empresa organizada, que é uma empresa com caráter vencedor, e portanto eu tenho a certeza que nós, num curto espaço de tempo, até o final do ano, vamos conseguir ter a equipa já alinhada.
O Turisver em Cayo Santa María, a convite do operador turístico Travelplan









