TAP lucra 37,5 M€ no 2.º trimestre mas prejuízos no semestre ascendem a 70,7 milhões
No 2º trimestre deste ano, a TAP obteve um resultado positivo de 37,5 milhões de euros, de acordo com dados divulgados esta quinta-feira, 28 de agosto, pela empresa. Ainda assim, este lucro não foi suficiente para que a empresa evitasse um prejuízo de 70,7 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano.
O resultado 70,7 milhões de euros negativos contabilizados no primeiro semestre deste ano, compara-se com o lucro de 400 mil euros obtido no mesmo período de 2024 (ver aqui). No entanto, comparando os resultados dos 1º e 2º trimestres, há uma melhoria clara dos resultados: de Janeiro a março a empresa apresentou um prejuízo de 108,2 milhões de euros (ler aqui), que se comparam ao resultado positivo de 37,5 milhões de euros alcançados de abril a junho.
Em comunicado, a companhia informa que transportou 8 milhões de passageiros no primeiro semestre, +2,2% do que nos primeiros seis meses do ano passado, com o número de voos a manter-se que “praticamente estável, com um crescimento homólogo de 0,2%”.
A capacidade aumentou 2,3% em termos homólogos, tendo as receitas operacionais ascenderam a 1.955,2 milhões de euros (-1%) e o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) recorrente foi de 259,2 milhões de euros.
No 2º trimestre, a companhia transportou 4,4 milhões de passageiros (+ 4,5% do que no mesmo período do ano passado), tendo operado cerca de 30 mil voos, um aumento de 0,8% face ao período homólogo. A capacidade aumentou 4,8% face ao 2º trimestre de 2024 e Load Factor registou uma melhoria de 2,3 p.p., atingindo 85% no 2T25.
Ainda no que se refere ao 2º trimestre, as receitas operacionais aumentaram 1,7% face ao período homólogo, totalizando 1.131,7 milhões, “impulsionadas maioritariamente pelo aumento das receitas de passagens (+3,1%)”, e o EBITDA recorrente atingiu 256,3 milhões de euros.
A infirmação difundida pela TAP recorda que durante o 2º trimestre foram introduzidas novas rotas e rotas sazonais. “Foram reabertas quatro rotas sazonais de verão a partir de Lisboa: Alicante, Ibiza, Menorca e Palma de Maiorca. Adicionalmente, foi retomada a operação da rota anual Lisboa–Porto Alegre. Ainda durante o trimestre foram lançadas novas rotas de longo curso e domésticas, incluindo Lisboa–Terceira–São Francisco, Lisboa–Los Angeles, Porto–Boston e Faro–Funchal”, lê-se na informação divulgada.
Luís Rodrigues destaca dinâmica da TAP num “ambiente altamente competitivo” e com “constrangimentos severos” ao nível da operacionalidade
Citado no comunicado, o presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, começou por sublinhar que “após um início de ano desafiante, a TAP registou uma performance positiva no segundo trimestre, com um aumento das operações e das receitas face ao mesmo período do ano anterior. Esta dinâmica traduziu-se em resultados operacionais sólidos, contribuindo para compensar parcialmente o impacto dos eventos extraordinários ocorridos no primeiro trimestre e reforçando tanto a resiliência das nossas equipas como a robustez da nossa rede”.
Disse ainda que a empresa continua a operar “num ambiente altamente competitivo, com pressão sobre as receitas unitárias e desafios operacionais persistentes – afetando particularmente a pontualidade, salientando, no entanto que “ainda assim, registámos uma melhoria homóloga da regularidade durante o trimestre”.
Luís Rodrigues assegurou, no entanto, que “à medida que executamos um dos verões operacionalmente mais difíceis do passado recente, com constrangimentos severos no controlo de fronteiras nos aeroportos nacionais, impactando fortemente a nossa atividade, mantemos o foco em garantir uma operação fiável, trabalhando no progresso do ecossistema da aviação nacional”.

