TAP com resultado líquido positivo de 55 M€ nos primeiros nove meses do ano
De Janeiro a setembro, a TAP registou lucros de 55,2 milhões de euros (menos de metade face aos 116,6 milhões registados no período homólogo do ano passado). Contabilizando apenas o 3º trimestre do ano, os lucros ascenderam a 126 milhões de euros, subindo quase 7% face aos 117,8 milhões do período homólogo (ver aqui).
Em comunicado divulgado esta quarta-feira, 19 de Novembro, a TAP refere que as receitas operacionais até setembro alcançaram os 3.281,3 milhões de euros, +15,4 milhões (+0,5%) do que no período homólogo. Já os custos operacionais recorrentes aumentaram 4,3%, para 3.054 milhões de euros.
Nos primeiros nove meses do ano, a companhia transportou 12,7 milhões de passageiros, + 2,9% do que no mesmo período de 2024, com o número de voos operados a aumentar 0,7% e a capacidade a crescer 3% em termos homólogos. Já o load factor de 2024 subiu 1,3 pontos percentuais, para 84,2%.
O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) recorrente chegou aos 592 milhões nos primeiros nove meses do ano, com uma margem de 18,0%, caindo 73,5 milhões (-11,0%) face ao período homólogo. O EBIT recorrente atingiu 227,2 milhões de euros, com uma margem de 6,9%, uma diminuição de EUR 110,5 milhões (-32,7%) face aos 9M24.
O mesmo comunicado refere que a TAP viveu este ano “um dos verões mais movimentados, com aumento da capacidade (+4%), mais passageiros transportados (+4%) e mais voos operados (+1%) face ao verão de 2024”. Sublinhou, no entanto, que este foi também um dos verões “mais desafiantes, com várias disrupções operacionais, nomeadamente constrangimentos no controlo de fronteiras nos aeroportos nacionais e no espaço aéreo europeu, impactando a performance operacional e a satisfação dos clientes”
Luís Rodrigues, CEO da TAP, considera que “a TAP apresentou uma performance sólida no terceiro trimestre, com um aumento de receitas, impulsionadas por um contributo relevante da Manutenção, resultados operacionais sólidos e um resultado líquido positivo que compensou integralmente as perdas do primeiro semestre, dando assim continuidade ao desempenho do segundo trimestre.”
Verão de 2025 foi dos mais movimentados dos últimos anos mas também dos mais desafiantes
“Este foi um dos verões mais movimentados dos últimos anos, com maior capacidade, mais passageiros transportados e voos operados” – prossegue o CEO da TAP. “No entanto, foi também um dos mais desafiantes, marcado por pressões concorrenciais persistentes e disrupções operacionais, desde greves, principalmente no handling, e constrangimentos no controlo de fronteiras nos aeroportos nacionais até restrições no espaço aéreo europeu e eventos meteorológicos adversos, que continuam a afetar a nossa operação, exigindo uma forte coordenação e resiliência das nossas equipas para mitigar impactos.”
Luís Rodrigues conclui afirmando que “Durante este trimestre, o nosso acionista aprovou o início do processo de privatização parcial do capital da TAP. Como este processo deverá prolongar-se por vários trimestres, o nosso foco estratégico mantém-se inalterado: transformar a TAP numa empresa sustentadamente rentável e atrativa, consolidando a eficiência operacional e a sustentabilidade financeira, através do nosso compromisso e trabalho diário, com o apoio dos nossos stakeholders e a dedicação das nossas pessoas.”
O comunicado divulgado refere ainda que as perspetivas para o último trimestre do ano, afirmando que “as reservas mantêm-se robustas, ligeiramente acima do ano anterior, num contexto de aumento da capacidade e de uma clara tendência para janelas de reserva mais curtas”.
De acordo com o documento, “a pressão concorrencial nos principais mercados deverá manter-se, continuando a condicionar a evolução das receitas unitárias”, mas o foco continua a ser “maximizar a qualidade das receitas nos principais mercados, através de Load Factor fortes, tirando partido da vantagem geográfica e da rede única da TAP para manter a sua posição de liderança”.
Além disso, refere o comunicado, “o foco estratégico mantém-se inalterado: reforçar a rede e consolidar sobre a mesma uma companhia financeiramente sustentável, com uma operação consistente e eficiente”.

