TAP aumentou receitas em 11% e reduziu prejuízos em 63% no 1º trimestre do ano
No 1º trimestre, as receitas da TAP aumentaram 11% para 914 milhões de euros e o número de passageiros subiu 6,4% para 3,7 milhões. Já os resultados líquidos mantiveram-se negativos, embora tenham melhorado em 68,3 milhões de euros, para -39,9 milhões.
“A TAP Air Portugal teve um desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026, com crescimento das receitas e uma melhoria relevante dos resultados operacionais, num contexto marcado pela sazonalidade típica do período e por um enquadramento macroeconómico exigente”, assinala a companhia em comunicado divulgado esta segunda-feira, 25 de maio.
As receitas operacionais aumentaram 11% face ao período homólogo, totalizando 914,4 milhões de euros. Segundo a TAP, este indicador foi impulsionado pelo aumento das receitas de passagens e pela melhoria das receitas unitárias (PRASK +6,2%), num contexto de crescimento da capacidade (+3,9%).
A companhia registou um EBITDA recorrente de 95,5 milhões de euros e um EBIT recorrente de -36,1 milhões de euros, correspondendo a melhorias de 92,6 milhões e 83,1 milhões de euros, respetivamente, face ao primeiro trimestre de 2025.
Já o resultado líquido cifrou-se em -39,9 milhões, revelando uma melhoria de 68,3 milhões face ao 1º trimestre de 2025, “refletindo sobretudo a forte melhoria da performance operacional e o contributo positivo das diferenças de câmbio no período, no valor de 28,9 milhões”.
O número de passageiros transportados no 1º trimestre ascendeu a 3,7 milhões de (+6,4%), tendo sido operados 27,3 mil voos (+1,5%). O load fator subiu para 83,5% (+4,8 p.p.), “com destaque para os mercados da América do Sul e América do Norte, em linha com a estratégia de reforço da operação transatlântica”, sublinha a companhia.
No mesmo comunicado, a TAP sublinha que “a evolução das reservas mantém-se resiliente, sustentando níveis elevados de ocupação e melhoria das receitas unitárias”, com a companhia a perspectivar que os próximos trimestres serão “pressionados” pelo “enorme impacto dos preços de combustível”, o qual, no entanto, será “parcialmente mitigado por uma gestão disciplinada da capacidade, controlo de custos e ajustamentos de pricing via taxa de combustível”.
Luís Rodrigues, CEO da TAP, considera que “A TAP apresentou um desempenho robusto no arranque do ano, com uma melhoria importante face ao período homólogo, demonstrando a capacidade da Companhia para executar com disciplina e responder às prioridades operacionais. Este desempenho reflete o foco na execução estratégica, com os mercados da América do Sul e da América do Norte a continuarem a desempenhar um papel determinante no crescimento.”
“Num contexto exigente, marcado por pressões nos custos e desafios operacionais, continuaremos a privilegiar a disciplina, a eficiência e a qualidade da receita, assegurando um crescimento sustentável”, acrescenta.


