Susana Fonseca diretora-geral da Airmet: “Nesta altura do ano estamos equivalentes em vendas em relação a 2025”
A Airmet Portugal celebrou no sábado, 25 de julho, o seu 20º aniversário, com um evento que reuniu agentes de viagens, parceiros de negócio e profissionais de turismo. À margem da iniciativa, o Turisver falou com Susana Fonseca, diretora-geral da Airmet, sobre as celebrações do aniversário e também sobre as vendas de verão, entre outros assuntos.
Susana, este evento “Roda de Samba” é mais uma iniciativa nas comemorações dos 20 anos da Airmet. Elas têm sido várias e vão continuar até ao final do ano, é assim?
Com certeza. Vinte anos não é um número qualquer, são duas décadas de reconhecimento que nós pretendíamos celebrar aqui, junto de todos aqueles que fazem parte da família Airmet, os agentes de viagens, naturalmente, mas também todos os nossos parceiros.
Daqui a poucos meses, no final de outubro, teremos também a nossa convenção, que vai decorrer de 30 de outubro a 1 de novembro, na Póvoa de Varzim. E seguramente, já depois da convenção, teremos ainda a oportunidade de juntar todas as nossas agências de viagens para o nosso evento já habitual de comemoração do Natal.
A convenção vai ser realizada nos moldes das anteriores ou vai ter algumas novidades no que diz respeito à programação?
Vai ter algumas novidades, mas como é óbvio, há coisas que não podem deixar de existir e que fazem sempre parte de qualquer convenção, e que por isso mesmo, iremos manter. Mas vai haver algumas surpresas.
Os anos começam sempre com o estabelecimento de acordos com os operadores, até esta altura, a vossa rede está a cumprir com o que tinha sido programado?
Como todos sabemos, este está a ser um ano difícil, não está a ser um ano como todos esperávamos que viesse a ser 2026, um ano com volumes de faturação de vendas bastante elevados. Naturalmente que a guerra no Médio Oriente tem trazido alguns dissabores no que diz respeito às vendas.
Por isso, provavelmente, não iremos chegar ao final do ano cumprindo todas as expectativas que tínhamos no início do mesmo, mas não podemos ver isto como algo 100% negativo, porque há sempre coisas boas que se podem tirar destas questões. No entanto adiantava que, nesta altura do ano estamos equivalentes em vendas em relação a 2025.
Qual é a estratégia que vão tentar que as agências tenham até ao final do ano, em termos de vendas, não contando com as vendas antecipadas que vão começar ainda este ano?
No final do ano teremos sempre a Black Friday, que é um momento muito importante nas vendas das agências de viagens, embora esteja em crer que, provavelmente, não vai ter o mesmo impacto que teve a Black Friday de 2025, porque com estas questões que o mundo vive, e com as situações que se estão a colocar, as pessoas vão ter algum receio de comprarem com tanta antecipação as suas férias do verão seguinte. No entanto, utilizando algumas ferramentas que queremos dar às nossas agências, poderemos ter bons resultados.
Mas ainda há muito verão para vender?
Ainda há algum verão para vender, sim. Ainda há alguns lugares disponíveis, e a prova disso é a quantidade de campanhas que se têm verificado nos últimos tempos, que naturalmente são sinónimo de que ainda existem muitos lugares para vender. A verdade é que este está a ser um ano de muita pressão.
Vocês estão a sofrer muita pressão por parte da tour operação?
Eu não lhe chamaria exatamente pressão, mas efetivamente há bastante pedido de apoio por parte dos fornecedores para que nós também tentemos de alguma forma incentivar as vendas dos seus produtos.
“Não diria propriamente alterações, mas vai haver novas contratações, para reforçar a equipe que em breve serão anunciadas. Para o Sul, vamos ter mais um comercial, mas também em cargos de Direção”
Vocês fazem sempre uma avaliação dos vossos eventos. Qual foi a avaliação que fizeram as agências que participaram este ano no vosso Summit?
Fizemos uma avaliação muito, muito positiva. É um evento que nós queremos manter na nossa programação anual, porque efetivamente, tratando-se de um evento um pouco mais pequeno, permite-nos também chegar mais aprofundadamente aos agentes de viagens e às temáticas que nós temos escolhido, que são muito específicas, e que, também por isso, acabam por cativar e serem muito formativas. O objetivo do Summit é efetivamente capacitar os gestores das nossas agências de viagens a fazerem cada vez mais e melhor e a tornarem os seus negócios cada vez mais rentáveis.
O fim de ano já se está a vender?
Ainda existe pouca procura para o fim de ano, pelo menos dentro da nossa rede. Regra geral, essa procura começa a aparecer mais afincadamente a partir de finais de agosto, inícios de setembro, que é quando as pessoas terminam as suas férias de verão e aí então começam a pensar nas férias de final de ano.
Havia sempre uma expectativa muito grande e muitas agências diziam que era preciso haver charters para o Brasil no verão. Este ano que há um charter para o Brasil, ainda há lugares para vender, o que não condiz com a expectativa que as agências demonstravam. A que se deve isso?
Pode parecer isso, de facto, mas temos de ver que há sempre uma resistência relativamente a tudo o que é novo, portanto, tem de se dar tempo às pessoas para elas interiorizarem que existe aquele produto no mercado, e aí a promoção é fundamental.
Depois, tudo isto é crescido da questão da guerra do Médio Oriente que tem limitado as vendas para qualquer parte do mundo, e o Brasil não é exceção, pelo que, seguramente isso também está a influenciar a procura para esses charters.
Para terminar: vai haver alterações na estrutura da Airmet?
Não diria propriamente alterações, mas vai haver novas contratações para reforçar a equipe, que em breve serão anunciadas. Para o Sul, vamos ter mais um comercial, mas também haverá novidades em cargos de Direção.


