Susana Fonseca diretora-geral da Airmet: “Até 31 de agosto, o volume de vendas registou um crescimento de cerca de 16%”
Atualmente com 540 agências, mais 40 do que no ano passado, a Airmet viu aumentar o seu volume de vendas em cerca de 16% até 31 de agosto. Segundo disse Susana Fonseca, diretora-geral da rede, em conferência de imprensa à margem da 21ª Convenção da Airmet, estas duas situações juntas permitem melhorar a capacidade negocial com os seus fornecedores.
Em conferência de imprensa, à margem da 21ª Convenção da Airmet Portugal, a diretora-geral da rede, Susana Fonseca começou por falar do crescimento do grupo de gestão que conta, no momento, com cerca de 540 agências de cerca de 430 empresas – mais 40 agências do que no mesmo período do ano passado – distribuídas por “praticamente todo o território nacional” sendo que “onde temos menos presença é no Alentejo, sobretudo no Baixo Alentejo e na zona interior centro”.
Durante o ano, “houve entradas e houve saídas”, mas a Airmet Portugal quer “crescer consistentemente no número de agências” sendo “mais seletiva”, ou seja, crescer, principalmente, através da entrada de “novas agências com solidez”.
Afirmando que a Airmet está disponível para receber freelancers que montem a sua própria agência – “ao dia de hoje temos algumas agências de viagens dentro da rede que já foram consultoras de viagens e até que temos vários ex-consultores dentro da nossa rede que hoje têm agências que faturam muitíssimo bem”, disse-nos mas “isto não significa que estejamos aqui para abraçar todos eles, porque sabemos que nem todos vão ter a capacidade ou a oportunidade de um negócio desse género”.
Maior número de agências representa maior volume de vendas e sobre este indicador, Susana Fonseca avançou que “ até 31 de agosto, o volume de vendas registou um crescimento de cerca de 16%”, com a responsável a frisar que mais agências e maior volume de vendas permitem um maior poder negocial com os operadores turísticos: “quanto mais agências somos, quanto mais faturação temos, melhor capacidade temos de negociação com os fornecedores”, sublinhou.
O crescimento das vendas assentou nona venda do lazer, segmento que sempre foi o mais forte nas agências da rede, tanto assim que, na abertura da Convenção, o chairman Miguel Quintas, anunciou que a Airmet é já o “grupo de gestão líder em lazer em Portugal”. A propósito, Susana Fonseca explicou que há muitas agências dentro da rede que têm o lazer como foco, “em especial no que se refere ao produto charter”, pelo que o aumento da faturação está muito ligado a esta área que inclui “não só pacotes de lazer, mas também a hotelaria e a aviação”.
“Nós não temos produto próprio dentro da nossa rede, como tal temos que fazer as nossas compras aos parceiros comerciais com os quais trabalhamos”, situação que “não significa que daqui a algum tempo não possamos pensar também num caminho paralelo”
Pela preponderância do lazer e, sobretudo, do produto charter, ao nível da rentabilidade, que é sempre uma preocupação, “temos sempre que depender dos operadores, havendo “4, 5 fornecedores principais aos quais a nossa rede mais compra”. Isto porque “nós não temos produto próprio dentro da nossa rede, como tal temos que fazer as nossas compras aos parceiros comerciais com os quais trabalhamos”, situação que “não significa que daqui a algum tempo não possamos pensar também num caminho paralelo” mas ainda assim “não podemos obviamente deixar de trabalhar com os fornecedores”.
Tudo somado, as expectavas para o ano de 2025 “estão a ser cumpridas. Estamos aumentar o número de agências e a conseguir melhorar algumas das nossas condições comerciais com muitos dos fornecedores principais com que trabalhamos”. O verão “correu bem” e continua a existir “uma procura interessante por férias”, para 2026, porque “já conseguimos mudar o mindset dos consumidores que compram cada vez mais cedo”.
Ainda relativamente a este ano, o Top 3 das vendas até 31 de agosto foi composto pela NewBlue, seguida Solférias e da Travelplan, e entre os destinos mais vendidos estiveram República Dominicana, Tunísia, ilhas portuguesas, em particular a Madeira, Algarve, México e Cabo Verde.
A Airmet aproveitou a sua Convenção para fazer o lançamento de novas ferramentas “para as quais as agências não vão sequer ter custos para poder utilizá-los”. Susana Fonseca explicou que apesar do foco principal ser o produto charter, a rede tem cada vez mais agências, pelo que “nós queremos ajudá-los também a fazer a promoção desse produto” por isso o grupo vai lançar “uma plataforma online dentro da nossa intranet, onde eles vão poder promover esses produtos, que ficam lá consultáveis por qualquer outra agência da rede.
Foram também lançados “novos sites B2C com a totalidade do produto, ou seja, produto de charter, hotelaria, voo mais hotel, atividades, rent-a-car, tudo”. Outra das novidades foi a assinatura de um acordo com o Rock in Rio 2026 e as nossas agências viagens vão ser parceiras do evento”.
Num momento em que está a começar a contratação para 2026, a diretora-geral da Airmet adiantou que o grupo está à procura de fornecedores premium de “áreas de negócio distintas”, nomeadamente, produto charter, destinos de grandes viagens, circuitos, rent-a-car e bed bank. Em todas as áreas, garantiu ,“queremos continuar a ter as melhores condições do mercado para as nossas agências de viagens serem cada vez mais rentáveis”, escolhendo os fornecedores “em consciência”, com foco naqueles que “apoiam efetivamente as agências”. Ou seja, não se trata apenas de rentabilidade mas também de escolher fornecedores “com capacidade de resposta” e que prestam “serviço de qualidade às agências” especialmente “quando as coisas não correm bem” porque, se assim não for, a situação fica “muito complicada” para as agências.


