Susana Fonseca: Airmet cresceu “cerca de 15%” em volume de vendas no primeiro trimestre deste ano
A crescer em número de agências de viagens, a Airmet está a crescer também em vendas, tendo aumentado cerca de 15% no primeiro trimestre do ano. Ainda assim, há algumas preocupações ao nível da rentabilidade, muito por via das promoções de última hora, como frisou Susana Fonseca diretora-geral da Airmet.
Susana Fonseca falava com os jornalistas à margem da festa com que a Airmet assinalou, na terça-feira, o 19º aniversário. A responsável, que assume as funções de diretora-geral desde meados de maio, começou por garantir aos jornalistas que “os princípios de Airmet irão sempre manter-se”, o que não a impede de ter “ideias novas” que pretende vir a implementar num futuro próximo. Do mesmo modo, irá haver algumas “restruturações internas”, principalmente e a nível de trabalho, motivadas pelo facto de ter assumido novas funções.
Atualmente com 530 balcões de 420 empresas, Susana Fonseca explicou que “2024 foi um excelente ano a nível de novas adesões à nossa rede.Tivemos um crescimento enorme de cerca de 130 agências de viagens”, disse, avançando que “este crescimento tem sido continuo este ano, portanto a nossa ideia passa sempre por crescermos mais mas também por crescermos bem”, até porque, neste momento, a Airmet atingiu já um patamar que “nos permite, de certa forma, sermos seletivos para crescer com qualidade”.
Apesar disso, frisa que “estamos abertos ao mercado, as agências que queiram associar-se à Airmet serão sempre bem-vindas, desde que cumpram com todos os requisitos necessários”.
No que se refere às vendas de 2025, Susana Fonseca diz que está a haver uma “evolução positiva, no que diz respeito a números, faturação, vendas”. Contas feitas, a Airmet cresceu “cerca de 15%” em volume de vendas no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período do ano passado”.
Ainda assim alerta que, muito embora a venda antecipada tenha sido fortíssima, “ainda existem muitas campanhas de última hora” que estão a ser feitas pelos operadores, o que “pode mexer com a rentabilidade das agências, porque elas são comissionistas”. Sublinha, a propósito, que a maioria das agências associadas da Airmet têm o produto charter como foco e “muitas vezes, para conseguirem vender, têm que reduzir as suas margens para poderem ganhar o cliente. E isso é uma preocupação para nós, como é óbvio”. Destacou, no entanto, que “cada vez mais temos agências que têm o seu produto próprio, organizam as suas próprias viagens”, o que acaba por contrabalançar em termos de rentabilidade.
Sobre os destinos charter mais vendidos, afirma que “são os de sempre: Caraíbas, ilhas espanholas, ilhas portuguesas também, Cabo Verde, Norte do Egito – um destino que foi lançado este ano e que tem sido muito bem sucedido”.


