Solférias vai voltar a ter este ano “cerca de 25 voos charter por semana no período mais alto”, confirmou Nuno Mateus
Já sob o novo lema “Damos-te o Mundo”, a Solférias realizou esta segunda-feira, em Lisboa, o seu roadshow que se iniciou na sexta-feira, no Porto. O evento, que contou com cerca de 90 parceiros do operador em vários destinos, teve a presença de cerca de 600 agentes de viagens em cada uma das cidades, avançou Nuno Mateus, CEO da Solférias, aos jornalistas.
À margem do roadshow de Lisboa, em conversa com os jornalistas, Nuno Mateus começou por frisar que a data escolhida para este evento “entre a BTL e a ITB, é estratégica para nós porque temos aqui cerca de 90 parceiros, nomeadamente do Brasil, que vêm para a BTL” e dos mercados “do Médio Oriente e Ásia, que vão para a ITB”, o que permite ao operador ter “o maior número” de parceiros presentes.
O roadshow é realizado apenas no Porto e em Lisboa, porque têm espaços que permitem fazer um evento desta dimensão, que este ano juntou 600 pessoas no Porto, sendo esperado o mesmo número em Lisboa, o que “é bastante impactante para os nossos parceiros”, sublinhou o CEO da Solférias.
Após crescimento de 22% em 2025 os indicadores para 2026 “estão muito bons”
Questionado sobre o ano de 2025, Nuno Mateus afirmou que foi “um excelente ano” para a Solférias, “um ano muito intenso” em que, como sempre acontece, os meses não correram de forma homogénea. “Nós começamos a grande parte da nossa operação de risco no início de junho, e vai até setembro”, com o mês de junho a ser “um dos meses mais difíceis, mas depois todos restantes foram extremamente positivos e o balanço foi muito bom”, com a Solférias a “crescer 22% em relação ao ano anterior”.
Relativamente a 2026, “todos os indicadores estão muito bons” e, se tudo acontecer à imagem do ano passado, depois de uma Black Friday, que é mais uma Black Week, “porque é isso que todos fazem”, e da Blue Monday a serem momentos muito importantes de vendas, o pico das vendas deverá acontecer em março, apesar de este ano a BTL se realizar um pouco mais cedo.
A antecipação da compra das férias por parte dos consumidores, que se iniciou em 2024, trouxe, segundo Nuno Mateus, “uma responsabilidade muito maior de ter, em final de setembro, início de outubro, toda a programação pronta para o ano seguinte. E a verdade é que o conseguimos. Hoje em dia, tudo tem que se programar com antecedência, já que nós não estamos sozinhos no mundo”, frisou, exemplificando com os mercados da Europa Central e Norte, que “por tradição, reservam uma antecedência muito maior e felizmente Portugal tem seguido o mesmo percurso”.
“Hoje em dia os revenues das companhias aéreas e dos hotéis são muito agressivos e claro que o turista sente que vale a pena comprar com antecedência, porque as diferenças são muito grandes”, por isso, “o primeiro grande momento foi novamente a Black Friday”, embora a Blue Monday também tenha corrido “muito bem”.
Onde a Solférias está a crescer mais é nas grandes viagens, com São Tomé a continuar a ser “realmente um destino muito procurado”. Já quanto ao Brasil, “nós praticamente duplicámos as vendas em 2025, e esta tendência está a manter-se nos primeiros meses de 2026”
No que se refere à programação, o operador volta a ter este ano “cerca de 25 voos charter por semana no período mais alto” muito embora, como sublinhou Nuno Mateus, “só o Egito e o Senegal é que são operações 100% de Solférias. Todas as restantes são partilhadas, mas na grande maioria nós temos cerca de metade do avião”.
O que muda, segundo o responsável é a componente tecnológica: “2025 foi o ano em que tivemos mais desenvolvimentos tecnológicos e isso naturalmente nota-se na nossa capacidade de resposta”, disse, sublinhando que sem tecnologia não seria possível dar respostas 24 horas por dia. Isso nota-se também através da equipa que “só no final do ano passado voltou a contar com 60 colaboradores – os mesmos que tinha em 2019 – mas com uma faturação que mais do que duplicou”.

No que se refere aos produtos, “Cabo Verde continua a liderar”, sendo que no ano passado o operador transportou “37 mil passageiros para Cabo Verde”, que foi “o destino que mais cresceu”. “O Egipto foi o nosso destino número 2” e “este ano voltamos a aumentar a capacidade, colocando mais um voo para a costa norte, de Lisboa, e colocando um voo do Porto para Sharm El Sheikh”, portanto, “vamos voar na época alta com 6 voos exclusivamente Solférias para o Egito”. Com resultados também muito positivos, seguem-se Tunísia, Senegal e Porto Santo.
Nuno Mateus avançou, ainda, que onde o operador está a crescer mais é nas grandes viagens, com São Tomé a continuar a ser “realmente um destino muito procurado”. Já o Brasil, “que teve alguns momentos em que a procura foi muito mais baixa” está de novo em alta: “Nós praticamente duplicámos as vendas em 2025 para o Brasil, e esta tendência está a manter-se nos primeiros meses de 2026”, garantiu o CEO da Solférias.
Em relação à Gâmbia, Nuno Mateus assume que é um produto “diferente” porque “é um produto de inverno. Como a TAP só voa no inverno, acabamos por ter uma oferta muito limitada”, isto apesar de a procura ter aumentado.
Presença na BTL
Como é habitual, o operador turístico vai estar na BTL, com um stand “exatamente igual ao do não passado, no pavilhão 4”, que funcionará como Solférias apenas “até sexta-feira à tarde”. Depois, no horário do público, “estaremos a apoiar as agências de viagens, com colegas em permanência, mas não seremos nós a dar a cara diretamente ao público. A nossa imagem desaparece”.
Fica, no entanto, a promessa, de a Solférias ter ofertas especiais nesses dias: “Para nós, a BTL é o momento mais importante, portanto somos muito agressivos” nessa altura, afirmou Nuno Mateus, confirmando que “a partir do final de Março, entramos numa filosofia diferente” em que as campanhas, a existirem, serão apenas “para os voos em que eventualmente a ocupação possa ser mais baixa”.



