SiteMinder revela o que procuram os principais mercados na hotelaria em Portugal
Publicado esta semana, o Changing Traveller Report da SiteMinder que revela o novo perfil do viajante em 2026 a nível global, destaca também alguns dos principais mercados emissores para Portugal, revelando diferenças marcantes entre os perfis dos viajantes de Espanha, Reino Unido, França, Alemanha e China.
Espanha: confiança e conforto
De acordo com o relatório, os viajantes espanhóis revelam preferências muito específicas na hora de escolher alojamento, privilegiando a fiabilidade e a sensação de familiaridade. Para este mercado, a confiança é um fator decisivo, sustentada por recomendações pessoais e marcas hoteleiras conhecidas.
O estudo avança ainda que, no quarto de hotel, a tranquilidade e a qualidade da roupa de cama (50%) são os principais fatores de satisfação, seguidos pelo controlo de temperatura (40%) e pela pressão do duche (24%).
Além disso, embora este mercado seja conhecido por controlar os seus gastos, 49% dos inquiridos pagariam mais pelo pequeno-almoço e 39% por experiências de spa, demonstrando que valorizam bem-estar acessível e serviços de qualidade.
Reino Unido: planeamento e controlo
Detalhistas e flexíveis, os viajantes britânicos dão prioridade ao controlo sobre as reservas e a transparência: 31% reservam diretamente no website do alojamento, e entre eles, 74% fazem-no pela autonomia sobre alterações e comunicação direta.
Para os viajantes do Reino Unido, a localização é o critério mais importante (67%) para a escolha de uma unidade hoteleira, seguida de comodidades funcionais como Wi-Fi fiável e varandas privadas. Com um orçamento médio de 224€ por noite, procuram conforto prático e experiências autênticas, como pequeno-almoço (44%) e vistas privilegiadas (28%).
França: bem-estar e qualidade
Tranquilidade e valor serão os aspetos mais valorizados pelo viajante francês. O silêncio do quarto (60%) e a qualidade do descanso são determinantes na escolha, reforçando o apelo por experiências de serenidade e confiança.
Com um orçamento médio de 189€ por noite, este público investe em pequeno-almoço, estacionamento e vistas, dando prioridade ao conforto e autenticidade, uma prova de que o luxo francês se traduz em equilíbrio entre prazer, descanso e qualidade.
Alemanha: segurança e valor
O relatório caracteriza os viajantes alemães como tendo um perfil pragmático, focado em segurança, comunicação direta e boa relação preço-qualidade. 61% valorizam processos de reserva simples e seguros, e 50% mencionam o pequeno-almoço incluído como fator-chave.
O silêncio (49%), o Wi-Fi fiável (47%) e o serviço presencial continuam a definir a preferência alemã. 79% dizem voltar ao hotel pela boa relação custo-benefício, reforçando o valor da confiança e da consistência.
China: luxo e inovação tecnológica
Por último, o estudo indica que os viajantes chineses lideram o movimento de luxo e digitalização. Assim, segundo o relatório, 49% escolhem quartos superiores e 30% deluxe, demonstrando preferência por experiências exclusivas.
Extremamente conectados, os viajantes chineses, destacam-se pelo uso de redes sociais (16%) e inteligência artificial (8%) na pesquisa e nas reservas, sendo que 47% acreditam que serviços robóticos, como entregas, limpeza e segurança, melhorariam a estadia, sinalizando um turismo altamente tecnológico e orientado para o conforto. Além disso, o estudo aponta que a lealdade deste mercado, surge das experiências memoráveis (46%) e das ofertas personalizadas.
Em 2026 o viajante será mais exigente, tecnológico e disposto a pagar por experiências e conforto
Esta é, também, uma das conclusões do Changing Traveller Report, da SiteMinder, plataforma mundial de aquisição de hóspedes e gestão de receitas hoteleiras, que revela aquele que será o perfil do viajante em 2026. O estudo foi realizado em 14 mercados internacionais e mostra também que, pela primeira vez, as OTAs ultrapassam os motores de busca na pesquisa de alojamento.
Realizado em 14 mercados internacionais, o relatório mostra que 58% dos turistas pretendem reservar quartos superiores ou de luxo, +4,4 p.p. em relação ao ano anterior, enquanto oito em cada dez afirmam querer assistência com inteligência artificial no processo de reserva.
O relatório mostra que, pela primeira vez, as OTAs ultrapassam os motores de busca como principal ponto de partida para a pesquisa de alojamento, ao mesmo tempo que cresce a tendência de pesquisar hotéis nas OTAs antes de reservar diretamente, com 18% dos viajantes que iniciam a pesquisa nestas plataformas a concluírem a sua reserva no site do hotel, em busca de maior controlo e melhor serviço.
De acordo com o estudo, a personalização via IA ganha força, sobretudo em funcionalidades de monitorização de preços (44%) e deteção de fraudes (39%). A mentalidade “YOLO travel” impulsiona o desejo de explorar: 49% dizem ter ainda mais vontade de viajar, e a maioria concorda com modelos de preços dinâmicos (37% concorda; 28% concorda fortemente) ou até estaria disposta a pagar mais para combater o overtourism (42%).
“O novo viajante é consciente, conectado e orientado por experiências autênticas, mas exige transparência, personalização e confiança em cada etapa da jornada”, sublinha o estudo.


