Setor do rent-a-car espera 1º semestre positivo para a atividade
Os agentes do setor de aluguer de viaturas, antecipam um “desempenho globalmente positivo da atividade”, sustentado pelos níveis elevados da procura externa e pela continuidade do investimento privado no setor do turismo.
Em nota à imprensa, a ARAC sublinha a “trajetória de estabilização do mercado automóvel, ainda que num contexto de elevada concorrência e ajustamento da procura” e destaca a evolução na renovação da frota por parte dos operadores.
A associação começa por referir que, ao nível do rent-a-car, os dados dos primeiros meses deste ano “evidenciam uma dinâmica particularmente expressiva”, apontando que em fevereiro, foram adquiridas 7.245 viaturas ligeiras de passageiros novas, o que se traduziu num “crescimento muito significativo” comparativamente às 3.918 que tinham sido adquiridas no período homólogo. “Esta evolução demonstra uma estratégia clara de reforço e renovação de frota por parte dos operadores, num momento de preparação para os períodos de maior intensidade operacional”, sublinha a ARAC.
Para o primeiro semestre do ano, os agentes do setor antecipam, de acordo com a ARAC, um desempenho globalmente positivo da atividade, sustentado pela manutenção da procura externa em níveis elevados e pela continuidade do investimento privado no setor do turismo. No entanto, como não se projeta um crescimento do número de turistas ao ritmo observado nos anos anteriores, a associação alerta que as empresas terão que fazer “uma gestão mais rigorosa, orientada para a eficiência e para a sustentabilidade financeira”.
A ARAC alerta ainda que o potencial de crescimento da atividade permanece condicionado por limitações estruturais, como acontece com o aeroporto de Lisboa, cuja capacidade gera constrangimentos à expansão do número de passageiros. “A inexistência de soluções estruturais de curto prazo e o horizonte temporal alargado para a entrada em funcionamento do novo aeroporto de Alcochete constituem fatores que limitam o crescimento da atividade turística e, por inerência, dos setores que dela dependem, como o rent-a-car”, faz notar a associação.
Ainda assim, a ARAC defende que, “o setor do rent-a-car demonstra capacidade de adaptação e resiliência, apostando na renovação e modernização das frotas, na eficiência operacional e na qualificação do serviço prestado”, mesmo num contexto de estabilização da procura e de crescente seletividade do mercado, sublinhando que “o desempenho observado no início de 2026 evidencia um setor atento à evolução do mercado e preparado para responder de forma competitiva às exigências de um ambiente cada vez mais exigente e sofisticado”.


