Segurança é vantagem competitiva da Europa para viajantes de longa distância
A última edição do Barómetro de Viagens de Longa Distância da European Travel Commission, mostra que apesar de a procura global por viagens de longa distância no último trimestre deste ano ter diminuído, a intenção de viajar para a Europa mantém-se devido à sua reputação de destino seguro.
O Barómetro de Viagens de Longa Distância publicado pela Comissão Europeia de Viagens (ETC) e pela Eurail BV, mostra que a procura geral de viagens de longa distância entre setembro e dezembro de 2025 diminuiu 4% em comparação com o ano passado, com 55% dos inquiridos a planear uma viagem internacional.
O número de viajantes que não pretende fazer uma viagem de longa distância no período analisado, caiu especialmente na China, Brasil e Canadá. No entanto, o estudo aponta que as intenções de visitar a Europa mantêm-se estáveis, com a sua posição a ser reforçada pela sua reputação como o destino mais seguro do mundo.
Nas viagens de longa distância para a Europa existe, segundo o estudo, uma “procura crescente nos EUA e na Coreia do Sul, ligeiras alterações no Brasil e na Austrália, abrandamento na China e no Canadá e ganhos modestos no Japão”.
No geral, 38% dos inquiridos nos principais mercados de viagens internacionais pretendem viajar para a Europa nos próximos meses, sem alterações face a 2024. A China continua a ser o mercado mais forte, com 69% a planear uma viagem à Europa, embora abaixo dos 83% do ano passado, e no Brasil a percentagem dos que pretendem viajar para a Europa é de 46%, uma queda de 2% face ao ano anterior.
A Austrália sobe para 37%, face aos 33% do ano passado, e os EUA (29%) e a Coreia do Sul (33%) reportam aumentos assinaláveis em relação ao ano passado (23% e 27%, respetivamente).
Já Canadá cai para 35%, face aos 39% de 2024, enquanto o Japão continua com a taxa mais baixa, 20%, embora acima dos 17% em 2024.
Desta forma, o estudo confirma que a segurança continua a ser o fator mais importante para os viajantes na escolha de um destino, o que representa uma vantagem competitiva para a Europa que “é vista como a região mais segura do mundo”.
Pressões de custos continuam
De acordo com o estudo, a acessibilidade continua a ser o principal obstáculo às viagens internacionais para a Europa, referido por 42% dos inquiridos. Os viajantes mais jovens, em particular, destacam os custos como uma barreira (61%), reforçando a necessidade de ofertas competitivas e flexíveis. As expectativas de gastos também refletem orçamentos mais apertados, com a maioria dos visitantes a planear gastar entre 100 e 200€ por pessoa/dia, e menos dispostos a ultrapassar os 200€ em comparação com 2024. “Esta mudança é particularmente notável entre os viajantes chineses e brasileiros, onde a parcela que espera gastar mais de 200€ caiu drasticamente: de 38% para 25% na China e de 45% para 38% no Brasil”, refere barómetro.
Crescimento nórdico e viagens multipaíses
França (38%), Itália (31%), Reino Unido (26%), Alemanha (25%) e Espanha (24%), continuam a ser os destinos mais pretendidos, apesar de o interesse dos viajantes estar a expandir-se para norte, nomeadamente para os países nórdicos.
As conclusões do Barómetro apontam que a Noruega viu o interesse aumentar de 9% em 2024 para 12% em 2025, seguida pela Finlândia (7% para 10%) e pela Islândia (5% para 8%). “Estes ganhos refletem o crescente interesse pela região, especialmente durante a época da Aurora Boreal”, refere o estudo.
O barómetro confirma também a popularidade dos itinerários multipaíses, com 73% dos viajantes a planear visitar mais do que um país durante a sua viagem pela Europa. Os inquiridos chineses destacam-se, pretendendo visitar uma média de 5,5 destinos, em comparação com 3,8 em 2024.

