SATA Holding afirma-se favorável ao “diálogo com todas as partes” no processo de privatização da Azores Airlines
Em comunicado emitido na segunda-feira, 27 de outubro, o Conselho de Administração da SATA Holding afirma-se “totalmente a favor da transparência e do diálogo com todas as partes”, admitindo no entanto que há limites à informação que pode ser passada.
No comunicado emitido, o Conselho de Administração da SATA Holding rejeita as acusações feitas pelo consórcio Newtour/ MS Aviation, único candidato a ficar com a maioria do capital da companhia, de estar a entravar o processo de privatização e afirma que “não encontra qualquer inconveniente” na realização de contactos entre os consórcio e os trabalhadores da companhia.
“O Conselho de Administração da SATA Holding é totalmente a favor da transparência e do diálogo com todas as partes, que, afinal, são a solução para resolver dificuldades e promoverem entendimentos de futuro, que sejam adequados à sustentabilidade de todas as partes”, lê-se no comunicado emitido na segunda-feira, onde lembra que o consórcio já realizou várias destas reuniões.
Mas afirma também que há limites à informação que pode ser passada nessas reuniões: “O Conselho de Administração da SATA Holding sabe, e também sabe o Agrupamento, e por isso estamos tranquilos, que a única reserva se limita à informação confidencial da empresa Azores Airlines e não do projeto estratégico do Agrupamento“.
Trata-se, diz, de “informação confidencial, pela sua natureza comercial ou de proteção de dados pessoais poderá ainda ser fornecida ao Agrupamento a seu pedido, que bem sabemos saberá respeitar aqueles interesses comerciais e pessoais, eventualmente em causa”.
É neste ponto da “informação confidencial” que está a divergência entre o consórcio Newtour/MS Aviation e a administração da SATA, uma vez que, tal como o Turisver noticiou , o agrupamento afirmou, em comunicado emitido no passado dia 24 de outubro, que o compromisso de confidencialidade impede “conversas, negociações, condições e qualquer outro facto ou informação relacionado com a transação que não seja público, bem como qualquer informação desenvolvida de forma independente pelo beneficiário [Agrupamento Newtour/MS Aviation], ou em seu nome, no âmbito da transação, independentemente de ter sido divulgada antes, após ou na data do presente compromisso de confidencialidade”. O agrupamento assegurou, igualmente, que “tem respeitado a reserva que um processo desta natureza exige, nunca foi partilhar informação com estranhos, mas sim com os trabalhadores da Azores Airlines, a quem não pode ser negado o direito à verdade”.

