Sara Silveira do Mercado das Viagens da Maia tem como objetivo “trabalhar cada vez mais as grandes viagens”
Sara Silveira, sócia da agência Mercado das Viagens da Maia, considera que trabalhar com os operadores turísticos que estão no mercado dá “muita segurança”. Ainda assim, confessou ao Turisver que o seu objetivo é “trabalhar cada vez mais o segmento do mercado de luxo, as grandes viagens”, segmento em que considera que a agência tem espaço para crescer.
Maia é uma cidade com muita concorrência ao nível de agências de viagens?
É verdade, já somos algumas agências, mas neste momento há mercado para toda a gente, temos é de tentar diferenciar-nos um bocadinho do que já existe. Estamos a tentar segmentar o nosso público, aliás, esse foi o nosso trabalho desde o início, trabalhamos muito tailor made, fazemos muito viagens à medida, viagens de longo curso, e tentamos diferenciar-nos naquilo que vamos oferecer ao nosso cliente, até porque se trata de um cliente cada vez mais exigente. Tentamos oferecer outro tipo de destinos e outro tipo de experiências para que o cliente também continue a procurar-nos. E esse tipo de cliente também traz outros clientes do mesmo segmento, e esse é o nosso objetivo desde que estamos com o Mercado das Viagens da Maia.
Nota que essa postura ajuda a fidelizar o cliente?
Penso que nós temos que olhar para o nosso cliente, ler o nosso cliente, perceber o que é que ele pretende, muitas vezes, o cliente também não sabe muito bem aquilo que quer e acho que se nós tentarmos oferecer uma experiência diferente, um serviço mais personalizado, conseguimos fidelizar o cliente.
Claro que há também muitos clientes que procuram o preço, mas esses não fidelizam, porque no ano a seguir vão procurar a agência que lhe vai dar o melhor preço, nós queremos fugir um bocadinho disso, e queremos realmente dar um serviço mais personalizado, uma experiência mais personalizada.
Nós também vendemos o pacote, trabalhamos com vários operadores do mercado e vamos continuar a trabalhar, que nos dão muita segurança.
A zona da Maia é uma zona que tem muitas empresas. Vocês trabalham nesse segmento ou ainda não?
Ainda não. Temos previsto trabalhar o segmento corporate, mas gostamos mais de trabalhar ao lazer e temos desenvolvido mais esse trabalho. Mas, sim, é um gap que nós temos no mercado e temos que começar a trabalhar as empresas, porque trabalhando com as empresas acabamos por trabalhar também com os CEOs, a direção, e esse é um segmento que nos interessa.
Em termos dos pacotes de férias, é onde se sente mais concorrência? Porque, normalmente, as campanhas são mais ou menos idênticas por todas as agências.
Principalmente no produto charter para as Caraíbas, mas claro que nós continuamos a vender, embora quando o cliente vem procurar férias, evitemos vender Caraíbas porque já sabemos que o cliente, se calhar, vai fazer os mesmos pedidos a outras agências, e se o objectivo for o preço, nós vamos perder a venda porque não vamos “dar” a viagem ao cliente, não lhe vamos dar a nossa margem porque temos que pagar o nosso serviço, temos os nossos colaboradores, temos uma agência física, não trabalhamos em casa, temos que estar disponíveis 24 horas por dia. Para darmos um bom serviço ao cliente, também temos que exigir um preço.
Por isso, quando o cliente pede uma viagem às Caraíbas mas está indeciso, nós tentamos direcioná-lo para outro destino, propomos uma experiência nova, se correr tudo bem, sabemos que ganhamos esse cliente e da próxima vez até já podemos vender Caraíbas porque certamente o cliente irá comprar a viagem.
Nas caraíbas, o que se está a vender mais?
O ano passado vendemos muito bem Cayo Santa María e este ano também estávamos a vender bem, porque era um bom produto, depois temos Bayahibe que também vendemos bastante. O México e Punta Cana têm a questão do sargaço e os clientes acabam por fugir um bocadinho desses destinos, gostaríamos de vender mais Samaná, esperemos apostar mais nesse destino este ano porque também me parece uma ótima opção.
Cabo Verde é o destino que há mais anos mais portugueses visitam. Tem muita procura?
Muito. Cabo Verde, acho que continua a ser um dos destinos charter e não charter, porque agora tem várias companhias aéreas a viajar para lá, que tem mais procura e continua a
ser um destino que vendemos muito, e que gostamos de vender. É um destino que não dá problemas e que os clientes gostam de repetir, e é um destino para as famílias, um destino para as jovens, um destino para reformados, ou seja, é um destino para todo tipo de viajantes, e os clientes gostam.
“O ano passado correu muito bem, houve uma grande afluência e por isso este ano vamos repetir. Aliás, penso que este ano alguns operadores já estarão a participar também na FLY, por isso espero que a FLY cresça porque seria muito importante termos uma boa feira de turismo aqui no Norte”
Vocês estiveram na FLY, o ano passado? Como é que correu?
Sim, estivemos e correu muito bem, tanto que vamos repetir este ano, aí fugimos um bocadinho ao segmento que nós gostamos de vender porque a procura é mais para o produto charter, mas neste momento também ainda não segmentámos totalmente a agência da Maia só para as grandes viagens. Por isso vendemos esse produto e continuamos a estar presentes nesse tipo de feiras.
O ano passado correu muito bem, houve uma grande afluência e por isso este ano vamos repetir. Aliás, penso que este ano alguns operadores já estarão a participar também na FLY, por isso espero que a FLY cresça porque seria muito importante termos uma boa feira de turismo aqui no Norte.
Tivemos, pedidos para destinos mais corriqueiros e mais económicos, mas também surgiram pedidos para safaris e para o Japão. Acabou por ser interessante porque tivemos os dois públicos e a nossa presença é sempre importante para fidelizarmos mais clientes.
O Mercado das Viagens da Maia é da organização do mercado das viagens ou é sua?
Não, é minha, e eu tenho uma sócia que é a Sara Ferreira. Embarcámos neste projeto há 7 anos, estamos a caminho dos 8, e tem corrido muito bem. Estamos muito satisfeitas de participar neste grupo porque não somos um grupo muito grande, mas há uma grande entre ajuda.
E projetos futuros? É apostar cada vez mais na agência Ou tem projetos para poder avançar?
Queremos continuar a trabalhar, cada vez mais, o segmento do mercado de luxo, as grandes viagens, no tailor made e, para já, esse é o nosso grande objetivo porque acreditamos que ainda temos bastante para crescer. E queremos, cada vez mais, melhorar as nossas operações internas, a nossa equipa. Na hora de realizar a proposta da venda, do acompanhamento ao cliente, do follow-up, trabalhar bem os processos internos para ficarmos cada vez mais fortes, e depois então, poderemos pensar em novos projetos, mas sempre na área do turismo.



