Sandro Lopes de regresso a “casa” [Newtour] para desempenhar as funções de diretor Operacional da Tour Operação
Após cerca de ano e meio de ausência, Sandro Lopes está de regresso ao Grupo Newtour como diretor Operacional, assumindo as funções de coordenação das operações. O Turisver falou com este profissional, que tem um percurso de 16 anos directamente ligado à Soltrópico, tendo saído em outubro de 2024, quando desempenhava o cargo de diretor de vendas.
Depois de quase ano e meio de ausência, o que é que o surpreendeu neste seu regresso aqui à casa?
É uma resposta complexa. Quando saí, sentia que tinha que ter um estímulo diferente, alargar um pouco os horizontes, perceber outras realidades e era esse o objetivo que tinha na altura. Naturalmente, por força da família, da idade – embora me considere jovem e faça um esforço pela longevidade, já vai pesando – senti que a família estava a precisar que eu estivesse mais presente.
Quando senti que estava no momento de voltar para Lisboa, a primeira opção foi perceber se existia a possibilidade de regressar a esta casa, porque quando saí estava bastante feliz com o que tinha feito durante 16 anos, desde ser um estagiário que emitia vouchers até ser diretor de vendas da Soltrópico e, de certa forma, sinto que ajudei também no percurso e no rejuvenescimento da marca com a entrada do Gonçalo, que teve um impacto muito positivo.
Recordando tudo isto, haveria sempre um interesse natural da minha parte de poder regressar e poder voltar a acrescentar e a ajudar a Newtour, neste caso a Newtour Operadores nesta nova fase de crescimento, até em reconhecimento de tudo o que a Soltrópico me deu enquanto empresa. Acredito que, por tudo o que está neste momento “em cima da mesa”, este será sempre um projeto de enorme sucesso.
E é também um desafio, porque pegando numa marca que já tem nome, vai recriá-la em termos de produtos, porque ela vai mudar o seu “core” de destinos?
Naturalmente que a parte de replicar e ir melhorando tem a sua dificuldade, mas a de criar, de perceber quais são as necessidades a que estamos a responder, qual vai ser o nosso posicionamento, o nosso valor, claro que isto requer um estudo mais aprofundado, e temos que validar as nossas ideias, até por sentir que a EGO, de certa forma, foi criada pelo Gonçalo [Palma]. Aliás, o facto de o Gonçalo continuar aqui muito entusiasmado com toda esta reestruturação de produto e das marcas em si, representa um estímulo e uma exigência ainda maiores para que o trabalho seja mais perfeito.
Vamos trabalhar para apresentar algo novo, algo que vai responder às necessidades das agências, porque esse é o nosso foco, ou seja, nós não vamos ter uma ideia encerrada em nós e vamos para o mercado – não, a nossa ideia é perceber quais são as principais necessidades, como é que conseguimos ajudar, e aí estabelecer uma relação win-win entre o trabalho que desenvolvemos e o que as agências de viagens desenvolvem para criarmos um projeto de enorme sucesso para o mercado português e, quem sabe, outros mercados mais tarde.
Esteve fora cerca de ano e meio e foi trabalhar como diretor comercial das unidades do Grupo Vila Baleira. Como é que é trabalhar numa ilha tão pequena como o Porto Santo?
Gostava de começar por agradecer a toda a Direção do Grupo Vila Baleira Hotels & Resorts, pela forma como fui acolhido e tratado no ano e meio que lá estive. Quanto à pergunta que que faz, posso afirmar que a hotelaria é um trabalho bastante intenso, nós achamos que na operação turística ou na distribuição o dia-a-dia é bastante agitado, e não vou negar que é, mas na hotelaria acaba por ser ainda mais intenso, porque praticamente 24 horas por dia. Nós temos equipas muito grandes e há sempre uma conversa para fazer, há sempre uma passagem de informação, há sempre algo em que nós temos um papel a desempenhar para permitir que as equipas possam ter o seu natural desenvolvimento de atividade.
Tendo o dia tão ocupado, não fica muito tempo para pensar que estamos numa ilha pequena, às vezes nem dá para olhar para a janela. Acho que o facto de ser uma ilha mais pacata até ajuda a conseguir ter a cabeça mais centrada, mas logicamente que alguém que esteve muito tempo em Lisboa sente alguma necessidade de vir ao continente e os meus colegas faziam isso, iam à Madeira ou ao continente porque existe também a necessidade de expandir, de ver novas coisas para não se ficar “viciado”. Mas acredito que o Porto Santo se vá desenvolvendo e cada vez mais se torne num centro mais desenvolvido, com mais cultura, com mais restaurantes, com mais espaços para diversão e isso ajuda a que as pessoas não sintam tanta necessidade de sair.


