Sandra Caraux: “Penso que não terei grande problema em vender para São Tomé”
É agente de viagens há mais de 30 anos, tendo passado por algumas agências até abrir a sua própria com uma sócia, mas há cinco anos aventurou-se a solo e hoje tem a Caraux – Viagens e Turismo Lda, em Valença do Minho. Chama-se Sandra Caraux e viajou a São Tomé e Príncipe a convite do operador turístico Sonhando numa famtrip de reconhecimento do destino.
Com clientes de classe média-alta na sua loja, Sandra Caraux acredita que a programação para São Tomé e Príncipe poder-se-á encaixar nas suas expetativas. Quanto à experiência por si vivida naquele arquipélago africano gostou, mas acredita que o destino podia estar menos degradado.
O que pensa do destino São Tomé e Príncipe e daquilo que visitou até agora?
É a primeira vez que aqui estou e confesso que vinha com alguma expetativa, até porque tenho clientes que já aqui tinham estado há uns 14 anos e me descreveram o destino com pormenor. Eu gostei, mas das fotografias que os meus clientes me mostraram na altura, encontro uma degradação grande das estradas em São Tomé, penso que não evoluíram.
Acredita ser um destino fácil de vender aos seus clientes?
Penso que tem de se conhecer bem o destino para o vender, mas penso que não terei grande problema em vender para São Tomé, sobretudo para o hotel Omali ou o Club Santana Beach & Resort e depois enviá-los para a ilha do Príncipe.
Na minha opinião não faz sentido os clientes irem só para o Príncipe, até porque penso que a ilha está a ser transformada num turismo de alto luxo e que aos poucos vai acabar por perder a sua verdadeira essência.
Outro problema a meu ver passa pela operação aérea, o ideal é que os clientes venham através da TAP, porque como tem mais voos possibilita uma maior proteção ao cliente.



Em relação ao programa apresentado pela Sonhando, o que acha da relação qualidade/preço?
São Tomé não é um destino barato, temos de contar em média com uns 2.000€ por pessoa e com esse valor não se conseguem fazer todas as excursões que nós fizemos nesta famtrip. Ou seja, se pensarmos bem não é que seja caro, mas quem chega ao destino pode pensar que sim. Se a São Tomé acrescentarmos o Príncipe, então os preços podem chegar aos 3.000€ por pessoa.
Meses de janeiro e fevereiro excelentes nas vendas
Em relação à sua agência, como estão a correr as vendas este ano?
O mês de janeiro foi excelente e o mês de fevereiro também. Mas o ano passado também já foi muito bom.
Quais são os destinos que estão a ser mais procurados?
Houve muita procura pelas Maldivas e as Maurícias, mas como os preços subiram imenso, quando comparados com o ano passado que estavam muito baratos, este ano estamos a vender bem os cruzeiros e a Albânia. No nosso caso, como temos um cliente repetente e que já não faz ideia para onde quer viajar mais, chega à agência e pergunta-nos para onde poderá ir. O ano passado vendemos imenso Senegal porque era um destino novo no mercado em voo charter, e este ano a novidade é a Albânia. Embora no mês de janeiro tenha vendido muito para o México e Cabo Verde.
Nós não somos uma agência que trabalhe muito nas principais datas, como o natal ou a páscoa, ou seja, não quer dizer que não vendamos nessas alturas, mas o nosso tipo de cliente prefere datas diferentes e normalmente estão à espera que saia nova programação. Por exemplo, neste momento tenho clientes à espera que eu regresse de São Tomé para saberem sobre a programação e o destino.
Por fim, sente que por serem uma agência em Valença do Minho ficam de alguma forma prejudicados quando há mais apresentações e formações em Lisboa e Porto?
Muito. No entanto, este ano tenho reparado que os operadores turísticos estão a fazer mais apresentações em Viana do Castelo e sempre é mais perto, porque às vezes nem a Braga vão.
Depois, para mim há outra situação, penso que os grandes operadores deviam fazer apresentações, mas não só da programação que vem no catálogo, porque isso eu sei ler. Deviam apresentar o destino indicando possíveis situações que podem acontecer e nós podermos colocar as nossas dúvidas, como aconteceu aqui em São Tomé com a Sonhando.
Por fim, não somos visitados como deveríamos ser, e eu falo por mim que tenho uma agência de viagens bem no norte do país.
O Turisver viajou para São Tomé e Príncipe a convite do operador turístico Sonhando



