Rita Marques: “Não podemos correr o risco de deteriorar o serviço”
No encerramento do 33º Congresso da AHP, que decorreu entre os dias 16 e 18, em Fátima, a secretária de Estado do Turismo manifestou alguma preocupação com a qualidade do serviço prestado devido à falta de mão de obra. Por isso pediu aos empresários que capacitem os trabalhadores que vêm de fora.
Rita Marques iniciou a sua intervenção dando uma nota de otimismo, ao frisar que “provavelmente, no final deste ano, celebraremos – já é quase certo – um novo recorde a nível de receitas turísticas”, disse a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques,
Para os bons resultados do ano turístico de 2022, que ultrapassaram todas as expectativas, contribuíram, sobremaneira, as várias associações do sector que, como sublinhou, nunca baixaram os braços durante os dois anos de pandemia. Ainda assim mostrou preocupação relativamente aos balanços das empresas que se encontram ainda muito fragilizados. Por isso, afirmou, “temos que continuar a trabalhar com as empresas”, nomeadamente, ao nível das linhas de apoio já disponíveis.
Numa segunda nota, Rita Marques falou da incerteza do futuro e dos “ventos de mudança” que estamos a viver, para dizer que “eu não desassossego com a mudança, muito pelo contrário, acho que temos que nos desassossegar se não houver mudança, porque mudança é uma oportunidade para fazermos melhor”.
Isto para deixar claro que “temas como a digitalização, a inovação e a sustentabilidade, farão, seguramente, parte da nossa estratégia”, tendo desafiado os empresários para se associarem ao Turismo de Portugal em programas como o 360, ou o NEST.
A promoção turística externa foi o terceiro ponto abordou, frisando o lançamento da campanha “Close to Us”nos Estados Unidos “um mercado que cresceu 20% a nível de hóspedes e 40% a nível de receitas quando comparado a 2019”.
Porque “nada disto faz sentido se os nossos empresários não estiverem envolvidos nas nossas Agências Regionais de Promoção Turística”, a secretária de Estado sublinhou que “a governança do turismo é clara”, foi estabelecida pela conhecida Lei 33, “e nós queremos que todos façam parte dela de forma organizada”.
Para o final elegeu um dos temas que mais continua a preocupar os hoteleiros: a escassez de recursos humanos, principalmente qualificados, que está a levar, de alguma forma, a uma certa degradação de serviços, mais notada na época alta, como foi frisado por Bernardo Trindade, presidente da AHP, logo na sessão de abertura do congresso.
Por isso a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, elegeu o tema da capacitação para terminar a sua intervenção. O turismo, recordou, é uma atividade feita de pessoas para pessoas e, nesse sentido, há que capacitar os profissionais. A este nível pediu que os trabalhadores que vêm de fora sejam bem acolhidos pelas empresas e que “antes de serem colocados ao serviço, capacitem-nos porque não podemos correr o risco de deteriorar o serviço de excelência a que habituámos os nossos hóspedes” e há que “garantir que o setor do turismo vive com qualidade, respira qualidade e continuará a ser muito importante para Portugal e para os portugueses”.


