Ricardo Freixinho: “A Maurícia está no Top 5 dos destinos mais importantes da Solférias no longo curso em linha regular”
A Solférias realizou na passada semana em Lisboa, um evento dirigido aos agentes de viagens sobre a ilha Maurícia. A iniciativa, que contou com a parceria dos Hotéis Marriott da ilha, incidiu sobre os três hotéis desta cadeia hoteleira no destino, o qual, segundo Ricardo Freixinho, Product Manager na Solférias, está em crescendo e integra o top 5 dos destinos mais importantes no longo curso, em voos regulares.
Ao Turisver, Ricardo Freixinho, Product Manager da Solférias para as regiões do Índico, Ásia, Médio Oriente e Pacífico, disse que este evento vem, realizado em conjunto com os Hotéis Marriott, “um dos parceiros que temos no destino Maurícia” vem na linha daquilo que o operador tem vindo a fazer ao longo de meses que é “realizar eventos mais intimistas, com parceiros específicos, para que os agentes de viagens que têm aptidão por este tipo de destinos consigam extrair alguma informação e ter um suporte melhor para poderem vender o destino em si e os hotéis adequados aos clientes que têm na sua carteira”.
Na ilha Maurícia, a Marriott tem três hotéis, concretamente o Le Méridien Ile Maurice; The Westin Turtle Bay Resort & Spa; e The St. Regis Le Morne, Mauritius, unidades que, segundo Ricardo Freixinho, “são completamente diferentes, para segmentos diferentes” mas todos eles importantes no portefólio da oferta hoteleira da Solférias para o destino, encontrando-se “no meio da tabela, mas com um potencial enorme para poderem subir” em termos de procura.
Daí que o intuito do evento realizado na passada semana tenha sido, exatamente, o de “dar a conhecer aos agentes o potencial destes resorts, porque a cadeia em si não precisa de ser promovida, já que é mundialmente conhecida”. Tendo em conta que a marca Marriott “dá garantias de qualidade do produto”, tratou-se, acima de tudo, de dar a conhecer aos agentes de viagens um portefólio maior para poderem indicar aos seus clientes, explicar a localização destes hotéis na ilha e o seu potencial enquanto resorts.
Geograficamente, Le Méridien Ile Maurice e The Westin Turtle Bay Resort & Spa ficam na zona de Balaclava, enquanto o The St. Regis Le Morne fica na zona de Le Morne, sendo que, segundo Ricardo Freixinho, o Méridien e o Westin são “produtos para o segmento de famílias, sendo que o Westin, apesar de ser para famílias, tem uma ala “adults only”, que, por ser um conceito mais privado, “funciona muito bem para luas de mel”. Já o St. Regis é um produto de luxo, direccionado àqueles que têm um poder aquisitivo mais elevado, aliás, Le Morne “é uma área muito específica da ilha Maurícia”.
“No Índico, o produto Maurícia é, talvez, entre os três maiores produtos (Maldivas, Seychelles e Maurícia), aquele que tem uma oferta mais completa” porque “é mais abrangente, tanto pode ser vendido para luas de mel, como pode ser vendido para o segmento de luxo ou para o segmento de famílias”
O destino Maurícia é um produto que a Solférias vende já há muitos anos, e em que “tem havido crescimento”, muito embora este crescimento tenha sido maior há alguns anos, o que, segundo Ricardo Freixinho, “tem a ver com o tipo de cliente que faz longo curso em linha regular, que nuns anos tem mais tendência para ir para um destino e noutros anos tende mais a ir para outros destinos com características similares”.
Ainda assim, “no Índico, o produto Maurícia é, talvez, entre os três maiores produtos (Maldivas, Seychelles e Maurícia), aquele que tem uma oferta mais completa” porque “é mais abrangente, tanto pode ser vendido para luas de mel, como pode ser vendido para o segmento de luxo e para o segmento de famílias”.
Em 2025 a Solférias transportou cerca de 1.000 clientes para a Maurícia e registou uma faturação de 2 milhões de euros
Esta diversidade tem colocado a Maurícia no Top 5 dos destinos mais importantes da Solférias no longo curso em linha regular, “poderá andar no terceiro ou quarto lugar”, Na apresentação foi adiantado que em 2025, a Solférias transportou cerca de 1.000 clientes para o destino, tendo registado uma faturação de 2 milhões de euros, sendo que este ano, a faturação já está em um milhão de euros, apesar da situação vivida no Médio Oriente que “afetou todo o longo curso”.
Isto porque, explicou Ricardo Freixinho, “uma das companhias que normalmente são usadas para estes destinos, e concretamente para a Maurícia, é a Emirates, que é do Médio Oriente, o que leva a que os clientes tenham algum receio de viajar”. Por outro lado, “as normativas da União Europeia desaconselham a que os clientes toquem no Médio Oriente nas suas viagens” e os “os seguros não cobram quando há problemas”, o que “baixa a procura”.
Por isso, este evento em parceria com os hotéis Marriott da Maurícia, foi realizado “um bocadinho numa perspetiva de futuro. Todos estamos com a esperança que a guerra termine em breve, todos os dias acordamos com essa expectativa, por isso é que continuamos a fazer estas acções, ou seja, achamos que, se a situação mudar esta acção vai estar presente e os agentes de viagens vão lembrar-se”, justificou Ricardo Freixinho, acrescentando que este tipo de ações da Solférias com parceiros, é para continuar.
“Fazemos estas ações com todos os parceiros que nos dizem alguma coisa e que sejam interessantes para o negócio. Neste caso foi com a Marriott, que é uma cadeia importante para nós, tal como o destino Maurícia também é um destino muito importante” – Paulo Almeida
O mesmo foi garantido ao Turisver por Paulo Almeida, diretor comercial da Solférias, sublinhando que “fazemos estas ações com todos os parceiros que nos dizem alguma coisa e que sejam interessantes para o negócio. Neste caso foi com a Marriott, que é uma cadeia importante para nós, tal como o destino Maurícia também é “um destino muito importante”, em que movimentamos “várias centenas de passageiros” e por isso “faz todo o sentido tentar desenvolver e acrescentar um bocadinho mais valor. É nestas parcerias que nós estamos assentes, com estes parceiros de longa data”.
Além de ser uma ação de promoção de um parceiro, destacou, “é mais um momento para estarmos com os agentes de viagens que fazem parte do nosso ecossistema e são a parte fundamental deste ecossistema”.



