REVIVE: Lançado concurso para a “Casa Grande” em Pinhel
O imóvel vai ser concessionado por 50 anos para exploração com fins turísticos, por uma renda mínima anual de 5.869,57€. Os investidores interessados terão um prazo de 120 dias para apresentação de propostas.
A Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, anunciou esta quarta feira, 21 de junho, que vai ser lançado o concurso para a concessão de exploração de um imóvel histórico em Pinhel, conhecido como “Casa Grande”. Trata-se de um edifício da primeira metade do século XVIII, situado junto à muralha de Pinhel, que pertenceu, inicialmente, à família Antas e Menezes, que na época detinha a alcaidaria-mor da vila.
Durante as Invasões Francesas o edifício foi ocupado pelas tropas francesas, que aí se instalaram no ano de 1810. Mais tarde, passou a pertencer à família Noronha e Avilez e em finais do século XIX foi vendido ao Conde de Pinhel.
No século XX a Casa dos Condes de Pinhel tornou-se sede do Grémio da Lavoura e nos anos 1973-1974 a cooperativa agrícola cedeu o espaço à Câmara Municipal de Pinhel.
O solar, que estava então adossado ao edifício dos Paços do Concelho, foi objeto de algumas obras de conservação, passando depois a desempenhar funções de sede da autarquia. Encontra-se, atualmente, desocupado e sem utilização.
O imóvel, que é o 27º a ser colocado a concurso no âmbito do REVIVE, será concessionado por 50 anos para exploração com fins turísticos, por uma renda mínima anual de 5.869,57€. O edifício foi um dos 16 integrados na segunda fase do programa REVIVE.
Os investidores interessados terão um prazo de 120 dias para apresentação de propostas. Além da recuperação do imóvel, as propostas devem promover a sua valorização através da exploração turística e contribuir para a atração de turistas à região, de forma a gerar novas dinâmicas na economia local.
Segundo a descrição feita no site do REVIVE, o edifício engloba zona habitacional e espaço de capela. Na fachada principal destacam-se “portais com pilastras molduradas, janelas de sacada com moldura retangular simples e varandim de pedra com guarda de ferro forjado, apoiado em mísulas decoradas por florões, brasão com armas reais no cunhal sudoeste, e empena reta com cornija e cachorros decorados com palmetas e rosetas”.
Já no interior do imóvel, o destaque vai para “um átrio com três arcos plenos, que dão acesso a uma escadaria de lanços opostos, os salões nobres com tetos planos, pintados com motivos vegetalistas estilizados e cenas campestres, e a chaminé trapezoidal da cozinha. A capela, de planta retangular simples, com porta em arco abatido, possui nave única coberta por abóboda de berço de madeira e capela-mor com retábulo em talha dourada”.
No anúncio do lançamento do concurso, a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, sublinhou que “a implementação do programa REVIVE segue a bom ritmo e o lançamento deste concurso contribui de forma evidente para dinamizar o turismo e todas as atividades com ele relacionadas – restauração, comércio, cultura, artesanato, e outras – em zonas menos densamente povoadas e economicamente desenvolvidas, promovendo uma maior coesão territorial e a prosperidade para as comunidades locais residentes, que recordo são dois importantes objetivos da Estratégia 2027 para um turismo mais sustentável”.
Toda a informação sobre o novo concurso ficará disponível no site do Programa REVIVE a partir da data do seu lançamento.


