Resultados da TAP em 2025 escapam ao vermelho
Apesar de no 4º trimestre, a companhia ter registado um prejuízo de 51 milhões de euros que a empresa justifica com a atualização das taxas de IRC, a TAP conseguiu manter-se nos lucros em 2025. Ainda assim o resultado caiu a pique para 4,1 milhões de euros, menos 92% face ao lucro de 53,7 milhões alcançado em 2024.
Destacando o facto de 2025 ter sido o “quarto ano consecutivo de lucros”, o comunicado divulgado divulgado esta quinta-feira, 9 de abril, pela transportadora aérea nacional indica que “em 2025, a TAP Air Portugal registou um resultado líquido positivo de EUR 4,1 milhões” e sublinha que “o resultado líquido recorrente teria sido 46 milhões de euros caso excluíssemos o impacto da atualização das taxas de IRC”.
No ano em análise, as receitas operacionais da companhia totalizaram 4.313 milhões de euros (+1,2% face a 2024), impulsionadas sobretudo pelas receitas de passagens (+0,8%) e pelo negócio de manutenção (+10,7%).
Em 2025 a TAP transportou 16,7 milhões de passageiros em 2025, mais 3,4% do que no ano anterior, com a capacidade a aumentar 3,1% e os RPK a subirem 5,5%, o que elevou o Load Factor para 84,2% (+1,9 p.p.).
Já os custos operacionais recorrentes atingiram 4.070 milhões em 2025 (+3,6%), montante justificado com “aumentos nos custos de tráfego (+6,7%), pessoal (+7,9%) e depreciações e amortizações (+10,8%) ” que, no entanto, foram “parcialmente compensados pela redução dos custos com combustível (-5,4%)”.
A empresa registou um EBITDA recorrente de 742,9 milhões de euros (margem de 17,2%) e um EBIT recorrente de 243,4 milhões (margem de 5,6%), “num ano marcado por um primeiro trimestre particularmente desafiante”, e num contexto de “incerteza e pressão de custos em toda a indústria”. Ainda assim, sublinha o comunicado da TAP “a companhia reforçou a posição financeira e concluiu os compromissos operacionais e financeiros previstos no Plano de Reestruturação aprovado pela União Europeia”.
Os resultados do ano de 2025 foram penalizados pelo 4º trimestre do ano, altura em que a TAP apresentou um prejuízo de 51 milhões de euros “substancialmente impactado por um efeito externo, nomeadamente pelo ajuste no IRC, no valor de 42 milhões de euros, decorrente da reavaliação dos ativos por impostos diferidos após a redução progressiva da taxa de IRC”. Deste modo, justifica a empresa, excluindo este efeito, o resultado líquido do 4º trimestre do ano teria sido de 9,1 milhões negativos, o que representaria uma melhoria de 74,9 milhões face ao período homólogo do ano anterior.
Citado no comunicado, Luís Rodrigues, CEO da TAP, afirma que “Em 2025, a TAP apresentou resultados sólidos, suportados por uma procura resiliente de passagens em toda a rede, principalmente na segunda metade do ano, e por um contributo relevante do negócio de Manutenção, que continuou a reforçar o seu peso nas receitas totais”.
“Apesar de um contexto desafiante, marcado por pressões inflacionárias nos custos e por constrangimentos nas cadeias de abastecimento e operacionais expressivos em toda a indústria, mantivemos margens resilientes e reforçámos a posição financeira da Companhia. Este desempenho suportou um resultado líquido positivo pelo quarto ano consecutivo”, assinalou Luís Rodrigues.
O Comunicado de Divulgação de Resultados completo pode ser lido aqui.


