Rent-a-car reforça investimento na renovação das frotas
O setor do rent-a-car entrou em 2026 com fortes investimentos na aquisição de novos veículos. Só no mês de março, segundo a ARAC, a compra de viaturas apresentou um crescimento “acelerado”, apesar do cenário para 2026 apontar para uma consolidação no setor.
Em março, as matrículas de veículos ligeiros de passageiros e de comerciais ligeiros aumentaram 9,1% face ao mesmo mês de 2025 mas, segundo a ARAC, no universo do rent-a-car “o ritmo foi claramente mais acelerado”, com a aquisição de 9.543 viaturas ligeiras de passageiros novas, acima das 8.628 registadas no período homólogo. “A subida confirma que os operadores continuam a investir na renovação e no reforço das frotas, preparando-se para responder com maior capacidade e eficiência aos picos de procura”, conclui a associação do setor.
Em nota divulgada à imprensa, a ARAC sublinha que no segmento do Aluguer de Curta Duração (ACD), os sinais dados logo em janeiro já apontavam para um aumento muito significativo das aquisições de veículos novos face ao período homólogo, o que pode ser explicado por vários fatores: “antecipação de decisões de investimento, substituição de viaturas em fim de ciclo, reposicionamento estratégico das frotas e ajustamento da capacidade instalada às necessidades esperadas para 2026” e também uma “maior disponibilidade de viaturas por parte dos construtores”.
Para 2026, o setor antecipa um desempenho globalmente positivo, apoiado na manutenção da procura externa em níveis elevados e na continuidade do investimento privado associado ao turismo. Ainda assim, o facto de não se perspetivar um aumento de turistas ao nível do que aconteceu em anos anteriores, as empresas enfrentam agora “uma exigência acrescida ao nível da disciplina operacional, da sustentabilidade financeira e da capacidade de preservar margens num ambiente mais seletivo”.
A associação continua a dar relevo aos constrangimentos estruturais que continuam a travar o potencial de crescimento, nomeadamente, as limitações aeroportuárias, especialmente em Lisboa, uma realidade que, para o rent-a-car “representa um fator externo de contenção, com impacto direto na evolução da procura e no planeamento da capacidade”, frisa a ARAC.


