Rendimento médio por quarto ocupado atingiu novo recorde em julho
Em julho, o alojamento turístico registou 3,2 milhões de hóspedes e 8,8 milhões de dormidas, de onde resultaram 754M€ de proveitos totais e 597M€ de proveitos de aposento. O RevPAR atingiu 92,4€ e o ADR foi de 137,9€, valor que é um novo máximo histórico, revelou esta quinta feira o INE.
Dados divulgados esta quinta feira, 14 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística indicam que os estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal atingiram no mês de julho, um rendimento médio por quarto ocupado (ADR) de 137,9 euros, +9,7% em relação ao mesmo mês de 2022 e +29,1% do que no mesmo mês de 2019. O valor indicado corresponde a um novo máximo histórico, após o anterior máximo ocorrido em agosto de 2022 (136,0 euros).
Ainda assim, o aumento do ADR refletiu uma desaceleração face ao mês anterior, já que em junho mês em que este indicador tinha apresentado um crescimento de +11,1%.
“O ADR atingiu novos máximos históricos na AM Lisboa (152,3 euros), na RA Açores (129,4 euros) e na RA Madeira (111,6 euros). Contudo, foi no Algarve que se registou o valor mais elevado de ADR (174,0 euros)”, aponta o INE revelando, também, que os aumentos mais expressivos neste indicador foram verificados nas Regiões Autónomas dos Açores (+18,2%) e da Madeira (+14,3%).
Por tipologia de alojamento, o ADR cresceu 10,2% na hotelaria (+11,5% em junho) e 10,1% no alojamento local (+12,8% em junho), atingindo 143,9 euros e 106,7 euros, respetivamente. No turismo no espaço rural e de habitação, o ADR aumentou 3,9% (+4,3% em junho), atingindo 127,4 euros.
Já o RevPAR (rendimento médio por quarto disponível) atingiu 92,4 euros em julho deste ano, tendo aumentado 7,4% face a igual mês do ano anterior (+11,2% em junho) e 32,1% em comparação com julho de 2019.
Também no que se refere o RevPAR o valor mais elevado foi registado no Algarve (129,4 euros), região que foi seguida pela Área Metropolitana de Lisboa, onde este indicador atingiu os 114,9 euros.
Tal como aconteceu com o ADR, também no caso do RevPAR os maiores aumentos homólogos foram registados nas Regiões Autónomas dos Açores (+19,2%) e RA Madeira (+12,8%), onde foram atingidos novos máximos históricos, seguidas do Alentejo (+11,7%).


