Regresso do longo curso e das viagens multidestinos favorecem a Europa
Segundo a ForwardKeys, as viagens de longo curso deverão atingir os níveis de 2019 durante a época alta do Natal. Na Europa, o setor do turismo será beneficiado pelo regresso dos turistas americanos e das viagens multidestino.
A flexibilização dos requisitos de entrada em toda a Europa foi um alívio para toda a indústria de viagens. Como resultado da reativação da Europa, as viagens intercontinentais e de longa distância estão em recuperação acelerada, com os dados da ForwardKeys, a apontarem para que, durante a época de Natal sejam atingidos os números de 2019.
Entre os mercados de longa distância que lideram essa recuperação, os Estados Unidos estão no topo da tabela, tendo alcançado 95% do desempenho de 2019 e, com base nas chegadas on-the-book, deverão atingir os 96% nos meses de outono. A recuperação do turismo americano é também uma boa notícia ao nível das receitas turísticas dos países europeus já que, de acordo com o estudo, estes turistas estão a gastar mais do que antes da pandemia nas viagens que realizam. De referir, a propósito, que em comparação com 2019 as viagens nas classes premium aumentaram 18%, enquanto a económica ainda caiu 8%.
Outra tendência apontada pelo estudo tem a ver com o regresso das viagens multidestino aos níveis da pré-pandemia. Neste verão, 32% dos turistas dos Estados Unidos que chegaram à Europa visitaram dois ou mais destinos, a mesma proporção de 2019.
Para um setor que foi mais atingido do que a maioria pela pandemia de Covid-19 e consequentes restrições de viagem, “o regresso dos turistas norte-americanos à Europa, acrescido da sua propensão a visitar mais de um destino, é um desenvolvimento extremamente positivo. Ainda mais encorajador, é o facto de a tendência parecer destinada a continuar nos próximos meses”, sublinha a ForwardKeys.


