Reforma Laboral: CTP indisponível para voltar a sentar-se à mesa das negociações
Após a UGT ter voltado, esta quinta-feira, a chumbar a proposta de reforma da lei laboral, a CTP emitiu um comunicado em que assume que “não está disponível para continuar processos meramente dilatórios que adiem, sem fundamento, as reformas que o país necessita”.
Para a Confederação do Turismo de Portugal “não é razoável, nem funcional para o país” estar a reabrir sucessivamente rondas negociais para debater matérias que, ao longo dos últimos oito meses, “foram já objeto de ampla discussão”.
Salientando que “a posição hoje tornada pública pela UGT de rejeição da proposta de reforma da lei laboral, não constitui, para a CTP, um elemento de particular surpresa”, o órgão de cúpula do empresariado do turismo sublinha que, quer da sua parte como das demais confederações, sempre foi mantida “uma postura permanentemente construtiva, tendo acolhido ajustamentos de redação, reformulado conceitos, graduado propostas e introduzido soluções alternativas” com o objetivo de “aproximar posições e acomodar as preocupações manifestadas pela UGT”.
Por isso, afirma Francisco Calheiros, “a CTP entende que a continuidade de qualquer processo de negociação dentro dos termos em que foram as últimas reuniões, já não faz qualquer sentido”.
“Se a posição assumida por uma das partes consistir, em substância, na rejeição do núcleo estruturante da reforma, torna-se objetivamente difícil antever que novas rondas negociais permitam alcançar resultados diferentes dos que hoje se verificam”, alerta o presidente da Confederação do Turismo.
Francisco Calheiros avança mesmo que “a CTP não está disponível para continuar processos meramente dilatórios que adiem, sem fundamento, as reformas que o país necessita”.


