Queda homóloga de 9,5%: Investimento hoteleiro na Europa cifrou-se em 11.700 milhões de euros no primeiro semestre
Os dados são da Cushman & Wakefield, que indica que, apesar da queda face ao mesmo período de 2025, os 11.700 milhões investidos no 1º semestre de 2026 representaram uma subida de 19,5% face à média dos últimos 10 anos. Já o preço médio por quarto aumentou 9% face ao mesmo período do ano anterior.
“A atividade de investimento hoteleiro na Europa manteve-se resiliente no primeiro semestre de 2026, atingindo os 11,7 mil milhões de euros, com volumes 19,5% acima da média dos últimos 10 anos, apesar de uma queda moderada face ao ano anterior (-9,5%)”, releva o MarketBeat Europe – Hotelaria da Cushman & Wakefield.
Segundo a consultora, a atividade de transações foi impulsionada por negócios marcantes de ativos individuais, incluindo o Pullman Paris Tour Eiffel, o The Westminster Curio Collection London e o Park Hyatt Vienna, juntamente com a atividade contínua de carteiras em mercados-chave como o Reino Unido e Espanha.
“Embora o número total de ativos transacionados tenha diminuído, as transações acima dos 100 milhões de euros aumentaram 30% em termos homólogos, realçando a procura contínua dos investidores por ativos hoteleiros de primeira linha”, lê-se na informação divulgada.
O estudo indica também que os investidores da região Ásia-Pacífico mantiveram-se particularmente ativos, “com os volumes de investimento a aumentar 86%” face ao mesmo período do ano passado, “ajudando a impulsionar a atividade transfronteiriça nos principais mercados da Europa”.
Frederic Le Fichoux, responsável de transações hoteleiras na zona EMEA (Europa, Médio Oriente e África), comenta que “no primeiro semestre de 2026, mais do que a um mercado em desaceleração, assistimos a um mercado altamente seletivo. Estão a ser negociados menos ativos mas aqueles que mudam de mãos são hotéis premium, bem localizados e que atingem preços elevados”.
“Os investidores hoteleiros estão a centrar a sua atenção em hotéis upper upscale e de luso, o quais registaram um forte crescimento no seu rendimento”, continua o responsável, acrescentando que as unidades hoteleiras destes segmentos “são negociadas acima dos 100 milhões de euros”.
Rendimentos hoteleiros “permanecem amplamente estáveis”, com RevPAR a subir 3% em média na Europa
De acordo com a análise feita pela consultora, “após o forte impulso de investimento registado em 2025, os rendimentos hoteleiros permaneceram amplamente estáveis no primeiro semestre de 2026, sustentados pelo apetite contínuo dos investidores pelo setor hoteleiro”.
O estudo alerta, no entanto, para o facto de a inflação que se fez notar ao longo do primeiro semestre deste ano, resultar não apenas em custos de financiamento mais elevados, mas poder também vir a limitar os rendimentos no resto do corrente ano.
No período em análise, o preço médio por quarto na Europa aumentou 9% em relação ao ano anterior, situando-se nos 228.416 euros, com os investidores privados a serem os grandes protagonistas da atividade de compra e venda, representando 54% das aquisições e 46% das vendas.
Já a oferta cresceu 2,9% em termos homólogos, muito embora continuem a existir desigualdades em toda a região europeia, já que o sul da Europa registou um crescimento de 5% na oferta.
No primeiro semestre, a receita média por quarto disponível (RevPAR) na Europa atingiu os 101 euros, +3% comparativamente ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o estudo, este crescimento foi impulsionado por um aumento de 2,2% na tarifa média diária (ADR) e por um aumento de 0,7% na taxa de ocupação.


