Proveitos do alojamento turístico aumentaram 6,5% em agosto, revela o INE
Dados publicados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística revelam que o crescimento dos proveitos em agosto registou um abrandamento face ao mês anterior, mas que este ficou “em linha com a evolução das dormidas”.
De acordo com o INE, em agosto, o setor do alojamento turístico registou 3,8 milhões de hóspedes e 10,7 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 0,9% e 1,1%, respetivamente (+4,5% e 3,9% em julho, pela mesma ordem). As dormidas de residentes totalizaram 3,8 milhões, tendo crescido 4,1% (+6,9% em julho), enquanto os mercados externos recuaram 0,5% (+2,7% em julho), atingindo 6,9 milhões de dormidas.
No mês em análise, os proveitos totais atingiram 1,0 mil milhões de euros e os de aposento ascenderam a 809,6 milhões de euros, refletindo crescimentos de 6,5% e 5,5%, respectivamente. Tal como ao nível das dormidas, também nos proveitos foi registado um abrandamento do crescimento face ao mês de julho (+10,0% e +9,2%, pela mesma ordem).
O Algarve foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (36,3% dos proveitos totais e 36,1% dos proveitos de aposento), seguida da Grande Lisboa (19,8% e 20,2%, respetivamente) e do Norte (14,4% e 14,5%, pela mesma ordem).
No entanto, o INE assinala que a RA Madeira (+13,1% nos proveitos totais e +13,8% nos de aposento) e o Alentejo (+10,3% e +10,5%, pela mesma ordem), foram as regiões que registaram aumentos mais expressivos nestes indicadores. Em sentido contrário, o Centro foi a região que apresentou os crescimentos mais modestos (+2,2% nos proveitos totais e +2,0% nos relativos a aposento).
RevPAR e ADR aumentaram em agosto e Algarve liderou
Os dados publicados pelo INE revelam que, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 116,8€ em agosto, refletindo um aumento de 2,6% (+6,5% em julho), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 159,2€ (+4,3%, após +5,0% em julho).
O valor de RevPAR mais elevado foi registado no Algarve (174,9€), seguindo-se a RA Açores (130,0€) tendo os maiores aumentos ocorrido na RA Madeira (+10,4%) e no Oeste e Vale do Tejo (+5,1%). No polo oposto situou-se a Grande Lisboa, onde foi observada a maior diminuição no RevPAR (-1,3%).
Relativamente ao ADR, os valores mais elevados foram registados no Algarve (217,8€), no Alentejo (174,8€) e na RA Açores (165,9€). Também neste indicador, foi a RA Madeira que apresentou o maior crescimento (+9,2%).


