Proveitos do alojamento subiram 6,6% em março com dormidas a aumentarem 1,4%
Dados publicados pelo INE na quinta-feira, 30 de abril, indicam que os proveitos totais do alojamento turístico aumentaram 6,6% em termos homólogos, enquanto as dormidas subiram 1,4%, um aumento que assentou, exclusivamente, no mercado externo.
“Em março, os proveitos totais atingiram 432,9 milhões de euros e os de aposento ascenderam a 319,2 milhões de euros, refletindo crescimentos de 6,6% e 5,9%, respetivamente (+4,2% e + 3,7%, em fevereiro, pela mesma ordem)”, informou o Instituto Nacional de Estatística.
Por regiões, a Grande Lisboa concentrou a maior parcela dos proveitos (33,9% dos proveitos totais e 36,0% dos proveitos de aposento), seguida do Algarve (17,4% e 16,0%, pela mesma ordem) e do Norte (16,9% e 17,2%, respetivamente). Os maiores aumentos verificaram-se no Algarve (+11,9% nos proveitos totais e +10,8% nos de aposento) e na RA Madeira (+11,1% e +11,8%, respetivamente).
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) registado em março foi de 49,7€, +1,9% em termos homólogos, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 98,6€ (+2,9%).
O RevPAR mais elevado registou-se na RA Madeira (89,9€), seguida da Grande Lisboa (83,7 euros). Os maiores crescimentos registaram-se na RA Madeira (+7,7%) e no Alentejo (+5,0%), enquanto os principais decréscimos ocorreram no este e Vale do Tejo (-4,8%) e no Centro (-4,7%).
Já os valores mais elevados de ADR observaram-se na Grande Lisboa (124,9€) e na RA Madeira (121,8€), que registou, também, o maior crescimento do mês (+12,2%).
Aumento das dormidas sustentado pelo mercado externo
No mês em análise, Portugal recebeu 2,3 milhões de hóspedes (+0,9%), tendo registado 5,6 milhões de dormidas (+1,4%), aumento que foi sustentado exclusivamente pelo mercado externo, responsável por cerca de 4 milhões de dormidas (+2,9% em termos homólogos), enquanto as dormidas de residentes diminuíram 2,3%, para 1,6 milhões.
Entre os dez principais mercados emissores, destacaram-se os mercados irlandês e espanhol, com os maiores crescimentos (+16,2 e +14,0%, respetivamente), enquanto o mercado brasileiro registou o decréscimo mais acentuado (-7,0%).
O mercado britânico manteve a liderança, com uma quota de 16,4%, tendo aumentado 2,2%, e interrompendo uma trajetória de sete meses consecutivos de decréscimo.
O mercado alemão foi o segundo principal mercado emissor (14,3% do total), com um aumento de 9,2%, seguindo-se o mercado norte americano (9,7% do total), que cresceu 5,1%.
Por regiões, os maiores aumentos no número de dormidas registaram-se no Norte (+8,5%) e no Alentejo (+7,2%). Em sentido contrário, o Oeste e Vale do Tejo e o Centro apresentaram os decréscimos mais acentuados (-15,7% e -8,1%, respetivamente). A Grande Lisboa (27,8%), o Algarve (21,0%) e o Norte (19,1%) concentraram, em conjunto, a maior proporção de dormidas (67,9% no seu conjunto).
O INE ressalva que “os resultados de março poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelos efeitos associados aos períodos de Carnaval e da Páscoa”.


