Proveitos do alojamento no 3º trimestre superaram a dois dígitos os de 2019
No terceiro trimestre do ano, tal como, isoladamente, no mês de setembro, os proveitos totais do alojamento ultrapassaram a dois dígitos os registados nos mesmos período de 2019, aumentos muito acima dos verificados com o numero de hóspedes e de dormidas. Os dados foram publicados esta segunda feira pelo INE.
Em setembro, os proveitos totais alcançaram os 608,2 milhões de euros e os proveitos de aposento atingiram 469,2 milhões de euros, refletindo um crescimento de 21,3% e 22,5%, nos proveitos totais e de aposento, respetivamente, quando comparados com os registados em 2019.
Ainda no que se refere ao mês de setembro, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 78,0€, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 115,6€. Estes valores revelam subidas de 17,7% no RevPAR e +18,9% no ADR, comparativamente aos alcançados no mesmo mês de 2019.
O nível de aumentos ao nível dos proveitos ultrapassou em muito o acréscimo verificado no número de hóspedes e de dormidas. De acordo com o INE, o setor do alojamento turístico registou 2,9 milhões de hóspedes e 7,7 milhões de dormidas em setembro de 2022, correspondendo a variações de apenas +0,2% e +0,7%, quando comparados com os indicadores do nono mês do ano de 2019.
Município turístico por excelência quando se trata dos meses de verão, Albufeira continuou a ser, em setembro, o município que maior número de dormidas registou mas, ainda assim, segundo revela o INE, os números estão ainda abaixo dos verificados no mês homólogo de 2019, principalmente no que toca aos mercados internacionais. Concretamente, as dormidas de não residentes foram -16,4% do que em setembro de 2019, enquanto as dormidas e residentes foram -5,8%.
O crescimento de dois dígitos ao nível das receitas aconteceu também na globalidade do terceiro trimestre do ano. De julho a setembro, os proveitos totais aumentaram 24,4% face ao período homólogo de 2019, enquanto os relativos a aposento cresceram 25,2% no esmo período.
Também neste caso as dormidas ficaram bastante atrás em matéria de aumentos face a 2019. Assim, de acordo com os dados publicados pelo INE, de julho a setembro, registou-se um créscimo de 2,9% nas dormidas face ao mesmo período do ano da pré-pandemia, resultado que foi sustentado pelo acréscimo de 10,8% ao nível das dormidas do mercado interno, já que o número de dormidas dos não residentes ficou 0,8% abaixo. Ainda assim, este número reflete uma recuperação de 108,3% quando comparado com o ano passado.
O INE reforça ainda que nos primeiros nove meses do ano, foram registados em Portugal 22,6 milhões de hóspedes e 61,3 milhões de dormidas, correspondendo a -2,6% do que o verificado no mesmo período de 2019. A diminuição ficou a dever-se aos mercado externos, com -6,3%, já que os residentes foram responsáveis por +4,6% de dormidas do que no período homólogo da pré-pandemia.


