Proveitos do alojamento aumentam 5,5% no 1º trimestre apesar do crescimento moderado nas dormidas
Dados do INE publicados na sexta-feira, dão conta de um crescimento moderado no número de hóspedes (+1,5%) e nas dormidas (+1,3%) no 1º trimestre do ano, enquanto os proveitos totais aumentaram 5,5% para mil milhões de euros, levando ao acelerar do RevPAR e do ADR.
“O setor do alojamento turístico1 registou 5,8 milhões de hóspedes e 13,6 milhões de dormidas no 1.º trimestre de 2026, correspondendo a variações2 de +1,5% e de +1,3%, respetivamente. Os proveitos totais atingiram 1,0 mil milhões de euros e os de aposento totalizaram 734,5 milhões de euros, traduzindo acréscimos de 5,5% e 5,1%, respetivamente (+5,5% e +4,5% no trimestre anterior)”, revelou o Instituto Nacional de Estatística.
As dormidas de residentes mantiveram a trajetória de abrandamento iniciada no 3.º trimestre do ano passado, tendo apresentado um aumento homólogo de 1,2% para 4,3 milhões, enquanto as dormidas geradas pelos mercados externos continuaram em aceleração, com um aumento de 1,4% para 9,2 milhões.
De acordo com o INE, a dependência dos mercados externos aumentou no primeiro trimestre deste ano “após 5 trimestres a diminuir”, sendo que a RA Madeira foi a região que mais dependeu dos mercados externos (85,9% do total das dormidas), seguindo-se o Algarve (80,9%) e a Grande Lisboa (78,6%). Em sentido contrário, as dormidas de não residentes apresentaram menor expressão no Centro e no Alentejo (23,5% e 32,1%, respetivamente).
De referir que a Grande Lisboa foi a região que concentrou mais dormidas no 1.º trimestre de 2026 (28,6% do total), seguida do Norte (18,9% do total) e do Algarve (18,5%). Já as dormidas de residentes concentraram-se, sobretudo, no Norte (24,6% do total), enquanto as dormidas de não residentes ocorreram, principalmente, na Grande Lisboa (33,1% do total).
Mercado canadiano registou o maior aumento
No que se refere aos mercados externos, o britânico manteve-se no topo da lista, representando 15,6% do total das dormidas de não residentes apesar do decréscimo de 1,1% face ao trimestre homólogo. O mercado alemão, segundo principal mercado emissor (12,6% do total), registou um crescimento de 5,0%, enquanto o mercado norte americano (quota de 8,3%), manteve o terceiro lugar, com um crescimento de 5,1%.
Entre os 10 principais mercados emissores, o mercado canadiano apresentou o maior aumento (+10,6%), continuando em aceleração pelo segundo trimestre consecutivo. No polo oposto, o maior decréscimo foi registado pelo mercado francês (-10,4%), “acentuando a trajetória de queda observada nos últimos trimestres”, sublinha o INE.
Aumentos do RevPAR e do ADR aceleraram
Com os proveitos totais do alojamento turístico a “dispararem” para mil milhões de euros, tanto o RevPAR como o ADR aceleraram no primeiro trimestre do ano.
De acordo com os dados do INE, o rendimento médio global por quarto disponível (RevPAR) atingiu 41,5 euros no 1.º trimestre, registando um aumento de 1,5%, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 93,8 euros (+2,7%, em termos homólogos), “mantendo um crescimento mais acentuado do que o do RevPAR pelo terceiro trimestre consecutivo”.
Os dados indicam que o valor de RevPAR mais elevado, 77,4 euros foi registado na RA Madeira, região que registou o maior crescimento neste indicador (+6,2%). A Grande Lisboa, teve o segundo RevPAR mais elevado, 67,3 euros, com a região a registar, também, o valor mais elevado de ADR (115,9 euros), seguindo-se a RA adeira (114,1 euros), tendo esta última apresentado também neste indicador o maior crescimento (+10,5%).


