Programa Integrar para o Turismo abre 1.000 vagas em abril com novidades que “reforçam impacto no setor”
Aumento da duração dos estágios, reforço de financiamento aos participantes, o reforço da componente das línguas e a introdução de um módulo de literacia financeira, são algumas das novidades da 2ª edição do Programa Integrar para o Turismo, apresentada esta sexta-feira, 27 de março.
Abrem em abril as 1.000 vagas para a segunda edição do Programa de Formação e Integração de Migrantes, Requerentes e Beneficiários de Proteção Internacional e Beneficiários de Proteção Temporária, no Setor do Turismo. A iniciativa traz novidades como que visam maximizar o impacto do programa e garantir respostas mais consistentes às necessidades dos participantes e das empresas.
Entre as alterações feitas ao programa, contam-se o aumento da duração dos estágios, o reforço de financiamento aos participantes, o reforço da componente das línguas e a introdução de um módulo de literacia financeira, entre outras.
Esta edição conta com uma nova plataforma de inscrição, disponível a partir de abril, que permite uma gestão mais eficiente, eficaz e integrada das candidaturas.
De acordo com o Turismo de Portugal, o lançamento da nova edição do Programa Integrar para o Turismo justifica‑se pela “contínua necessidade de recursos qualificados na indústria turística, pela evolução positiva da primeira edição e pelo crescente interesse demonstrado pela comunidade migrante em Portugal”.
Nesta edição, o programa passa a contar com um novo parceiro estratégico, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que se junta ao Turismo de Portugal, à Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e à Confederação do Turismo de Portugal (CTP).
O objetivo central do programa mantém-se inalterado: capacitar e integrar migrantes e beneficiários de proteção internacional no setor do turismo, através de formação especializada e de uma forte componente prática em contexto empresarial.
Formação nas escolas do TP, estágios nas empresas e reforço do financiamento
Nesta segunda edição, o programa conta com três meses de formação na Rede de Escolas de Hotelaria e Turismo do Turismo de Portugal a que se juntam três meses de estágio em empresas parceiras, período que foi aumentado (na 1ª edição o estágio era de um mês) devido às necessidades das próprias empresas.
A formação continua a ser ministrada nas 12 Escolas do Turismo de Portugal, onde os participantes vão desenvolver competências em comunicação, línguas (componente que foi reforçada), cultura portuguesa e técnicas específicas de restauração e alojamento, tendo sido introduzido um módulo de literacia financeira e uma componente de promoção da empregabilidade.
Há ainda a destacar o reforço do financiamento aos migrantes, que passa do valor equivalente a 4 IAS (Indexante de Apoios Sociais) para 7 IAS.
Citado em comunicado, Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, destaca que, “a elevada adesão à edição inaugural demonstra que este é um Programa que responde às necessidades reais do país. Num período marcado por desafios demográficos e de recursos humanos em diversas áreas, esta iniciativa reforça a importância do turismo como motor de inclusão e desenvolvimento económico. É, sem dúvida, o firme compromisso do Turismo de Portugal em apostar na qualificação dos profissionais e em tornar o turismo um exemplo de integração.”
Francisco Calheiros, presidente da CTP, defende que este programa é “um passo decisivo para o reforço da capacidade de resposta do setor aos desafios atuais do mercado de trabalho”, constituindo “um exemplo concreto de como a articulação entre entidades públicas e privadas pode gerar soluções eficazes e com impacto real, promovendo simultaneamente a empregabilidade, a coesão social e a competitividade das empresas do setor”.


