Procura por experiências dá protagonismo ao Tejo na descoberta de Lisboa
A FRS Portugal identifica uma mudança no comportamento dos turistas, que buscam cada vez mais “experiências imersivas e diferenciadoras, em detrimento dos circuitos turísticos tradicionais”, o que, no caso de Lisboa, está a dar maior protagonismo ao Tejo.
Segundo a empresa de cruzeiros fluviais, em Lisboa, esta alteração de comportamentos tem-se refletido de forma particular na “valorização do rio Tejo como parte integrante da experiência turística” assumindo-se como uma alternativa aos percursos urbanos convencionais.
“O crescimento do turismo já não se mede apenas pelo número de visitantes, mas pela forma como estes escolhem viver os destinos”, afirma Para Pedro Vargas, responsável pela operação da FRS Portugal. “O que sentimos no terreno é que há uma procura crescente por experiências mais autênticas, mais ligadas ao território e menos centradas no turismo tradicional”, acrescenta.
Apesar de esta tendência não ser exclusiva da capital portuguesa, no caso de Lisboa, o Tejo tem vindo a assumir “um papel estratégico”, permitindo aos visitantes “uma visão alternativa dos principais ícones da cidade” e contribuindo para a diversificação dos fluxos turísticos e para a redução da pressão sobre as zonas mais congestionadas.
Neste âmbito, e tendo em conta que Portugal mantém uma forte dependência dos mercados externos, torna-se mais premente a “necessidade de diversificação da oferta e de criação de experiências diferenciadoras que respondam às novas expectativas dos viajantes”, defende a empresa.
“Os destinos que mais se vão destacar nos próximos anos serão aqueles que conseguirem transformar o património e a geografia em experiências vividas”, diz Pedro Vargas, acrescentando que “o Tejo é um dos maiores ativos de Lisboa e está cada vez mais presente na forma como os visitantes constroem a sua experiência da cidade”.
Recordando que o Grupo FRS, do qual a FRS Portugal faz parte, opera em mais de dez países, emprega mais de 1500 colaboradores e gere uma frota de 70 embarcações, transportando anualmente 7,3 milhões de passageiros e 1,8 milhões de veículos, a empresa afirma que esta dimensão lhe permite acompanhar tendências globais de mobilidade turística e comportamento dos viajantes, concluindo que o turismo está a evoluir para um modelo centrado em experiências.
“Em Portugal, esta evolução confirma-se na crescente valorização do rio Tejo enquanto espaço turístico e experiencial, refletindo uma transformação mais ampla na forma como Lisboa é descoberta e vivida pelos seus visitantes”, afirma a empresa.


