Presidente da CTP: “Captação de novos mercados” e “turistas com maior poder de compra” essencial para continuar a crescer
Na intervenção que proferiu na abertura do Congresso da ADHP, em Elvas, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, defendeu que é necessário captar novos mercados e turistas com maior poder de compra para “garantir o crescimento sustentável do turismo”.
Numa intervenção em que voltou a referir-se ao bom ano turístico de 2025, com as receitas turísticas a aumentarem 6,1% para “um novo máximo de 29,4 mil milhões de euros”, o presidente Confederação do Turismo de Portugal afirmou que “nunca como no ano passado os turistas gastaram tanto dinheiro em Portugal”.
Constatação feita, Francisco Calheiros alertou que “para garantir um crescimento sustentável do Turismo em Portugal, para que continue a gerar valor para o País, temos de assentar a nossa estratégia na captação de novos mercados e seduzir turistas com maior poder de compra”.
Porque o mercado britânico, apesar de continuar a ser líder em Portugal “tem estado a arrefecer”, o presidente da CTP enfatizou a necessidade de “garantir novas rotas para captar novos mercados”, tendo dado como exemplo, os países da América Latina, e também o reforço de mercados como o norte-americano.
“Os Estados Unidos são um bom exemplo de mercado que gera valor e no qual temos de continuar a apostar. Mas não só. Também o mercado asiático continua a ser importante, por isso, devemos continuar o investimento de captação de turistas, por exemplo, na China, no Japão e na Coreia do Sul”, frisou.
Para isso é necessário reforçar as ligações diretas com os EUA e a Coreia do Sul, uma meta que considerou “ser mais difícil sem um novo aeroporto, ou no mínimo sem uma solução intermédia, como sempre tenho defendido”.
Apelou, por isso, uma vez mais, ao Governo para recuar na sua decisão e equacionar uma solução intermédia: “Ninguém levaria a mal uma pequena inversão na estratégia e que o Governo equacionasse o investimento numa solução intermédia enquanto não houver aeroporto em Alcochete”.
Apelou, também, ao acelerar de decisões sobre o TGV e ao investimento na modernização da ferrovia. “O crescimento dos destinos fora dos grandes centros urbanos é essencial. Para que tal aconteça é muito importante que o país aposte numa melhor e mais rápida mobilidade, sendo o transporte ferroviário essencial”, defendeu.
Porque “há uma mudança no comportamento dos turistas”, Francisco Calheiros preconizou também a aposta em produtos diferenciadores que “ajudem a criar valor respeitando as especificidades de cada região, os seus ritmos e até mesmo as suas tradições”.
Já a terminar referiu-se à complexa geoestratégia mundial que está a levantar “cada vez mais incertezas”, tendo alertado que a guerra no Médio Oriente “poderá ter fortes consequências, nomeadamente económicas”.


