Preocupado com os problemas no aeroporto de Faro Hélder Martins pede: “Agarrem rapidamente a situação do controle de fronteiras”
Na abertura da Conferência ‘Turismo +30’, uma das iniciativas com que a AHETA celebra os seus 30 anos, o seu presidente voltou a mostrar-se preocupado com a situação no aeroporto de Faro, instando as entidades responsáveis a resolverem rapidamente o problema que poderá ter consequências gravosas para o futuro do turismo na região.
O presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Hélder Martins, aproveitou a presença do secretário de Estado do Turismo e do presidente do Turismo de Portugal na conferência ‘Turismo +30’, que decorre esta quinta-feira, 29 de maio, nos Salgados, em Albufeira, para abordar um problema que o preocupa: a situação que se vive no controle de fronteiras no Aeroporto de Faro, que tem levado a que os turistas enfrentem filas de várias horas para entrarem no Algarve, instando, por isso, as autoridades, a que resolvam “rapidamente” este problema.
“Agarrem rapidamente a situação do controle de fronteiro”, pediu Hélder Martins às autoridades presentes, justificando que “este é um problema crucial para o Algarve, se não for resolvido rapidamente, poderá trazer graves consequências no futuro para a nossa região”.
“Temos que dar a volta, temos que dar um “soco” na mesa mesa” porque “o Algarve não aguenta um verão com estes problemas” ainda que estes sejam “pontuais”, afirmou ainda.
“Não basta termos apenas o sol e praia, não basta termos a melhor marina, termos as melhores praias, termos os melhores campos de golfe. É necessário que tudo o que nós oferecemos tenha uma leitura transversal e que este produto seja um produto de grande qualidade”
Para Hélder Martins, apesar de o turismo crescer após cada crise, e de ter “uma capacidade brutal de se reinventar”, há que “cuidar daquilo que é a galinha dos ovos de ouro”, principalmente num momento em que “temos novos turistas” e estes “esperam um destino de qualidade”.
E para o presidente da AHETA, um destino de qualidade não se vê apenas “dentro do quintal de cada uma das vossas unidades hoteleiras. É desde que se entra no aeroporto, desde que se entra na autoestrada ou no comboio”.
“Não basta termos apenas o sol e praia, não basta termos a melhor marina, termos as melhores praias, termos os melhores campos de golfe. É necessário que tudo o que nós oferecemos tenha uma leitura transversal e que este produto seja um produto de grande qualidade” defendeu, alertando que, se assim não for, “os aviões rumam para outro aeroporto e os turistas deslocam-se para outro sítio provavelmente mais barato do que o Algarve”.
Na sua intervenção, Hélder Martins referiu-se, também aos problemas causados por uma burocracia excessiva: “Nós não podemos ter mais uma burocracia como temos, que demora 7 anos a aprovar um hotel, em média”, afirmou, acrescentando que “essa burocracia é um entrave ao desenvolvimento”.
“Nós temos hoje investidores internacionais que querem investir no Algarve, mas depois dizem, bom, mas no Algarve é uma burocracia mais que muita, eu vou para o outro lado. Estamos hoje a receber novas marcas, marcas mundiais, marcas internacionais de grande prestígio, mas temos que estar à altura e cada vez que é preciso resolver uma questão, ela tem que ser resolvida rápido”, disse, avisando que “se o Algarve não se preparar com dignamente para os tempos que aí vêm, nós poderemos estar mal”.


