Com 8,2 milhões de viagens no 3º trimestre de 2024 verão foi “rastilho” que levou portugueses a viajarem mais
Os residentes em Portugal realizaram 8,2 milhões de viagens no 3º trimestre do ano passado, um aumento homólogo de 2,6%. As deslocações ao estrangeiro aumentaram 9,8% enquanto as viagens dentro de Portugal cresceram 1,4%, invertendo, assim, a trajetória descendente verificada nos primeiros dois trimestres do ano passado, em que o número de deslocações realizadas desceu em termos homólogos. Os dados são do INE.
Dados divulgados esta segunda-feira pelo INE, mostram que no 3º trimestre de 2024, coincidindo com os meses de verão, as viagens realizadas pelos residentes em Portugal cresceram 2,6% em termos homólogos (após -13,4% no 2ºT 2024), totalizando 8,2 milhões.
Significa isto que 39,9% dos residentes fizeram pelo menos uma deslocação turística no 3º trimestre do ano passado, -0,9 p.p. face ao mesmo período do ano anterior. “O número de viagens diminuiu em julho (-5,5%), mas aumentou em agosto e setembro (+8,4% e +2,1%, respetivamente)”, destaca o INE.
As viagens em território nacional inverteram a trajetória descendente dos dois trimestres anteriores e registaram um acréscimo de 1,4%, atingindo 6,9 milhões, um número que representa 84,2% do total de deslocações efetuadas no período em análise.
Já as viagens com destino ao estrangeiro registaram um acréscimo de 9,8%, totalizando 1,3 milhões de deslocações (15,8% do total).
Como é habitual, a principal motivação dos portugueses para viajarem continua a ser o “lazer, recreio ou férias”, que esteve na origem de cerca de 5,6 milhões de viagens dos residentes (+4,2% do que no período homólogo anterior) e representou 67,7% do total de deslocações realizadas pelos residentes no 3º trimestre do ano (+1,1 p.p. face ao 3ºT 2023). O INE avança ainda que esta motivação ocasionou 4,5 milhões de deslocações em território nacional e 1,1 milhões de viagens ao estrangeiro.
No segundo lugar, como também é habitual, surge a “visita a familiares ou amigos”, motivação que originou 2,1 milhões de viagens (26,1% do total, +0,4 p.p. face ao 3ºT 2023), representando 29,2% do total das deslocações em território nacional (2,0 milhões de viagens) e 9,9% das deslocações ao estrangeiro (128,5 mil viagens).
Já as viagens por motivos “profissionais ou de negócios” decresceram 18,3%, totalizando 257,6 mil deslocações (3,1% do total; -0,8 p.p. face ao 3ºT de 2023). Esta motivação esteve na base de 6,2% de deslocações ao estrangeiro, com 80,1 mil viagens realizadas.
Alojamento e marcação de viagens
Os dados divulgados pelo INE também mostram que no 3º trimestre de 2024, o “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento (53,6% do total), tendo acolhido 24,8 milhões de dormidas nas viagens dos residentes. Sem surpresa, este tipo de alojamento teve maior prevalência nas viagens motivadas pelo “lazer, recreio ou férias” (44,0% do total) e nas deslocações em “visita a familiares ou amigos” (95,1%).
Os “hotéis e similares” foram a segunda principal opção de alojamento, concentrando 25,2% das dormidas (11,6 milhões), tendo sido a a principal opção nas dormidas em viagens por “motivos profissionais ou de negócios” (42,7%), e a segunda opção nas dormidas em deslocações por “lazer, recreio ou férias” (30,1%).
A marcação prévia de serviços foi utilizada em 47,1% das viagens dos residentes realizadas no 3º trimestre de 2024 (+1,1 p.p.), dominando a preferência daqueles que viajam para o estrangeiro (92,9%; +0,5 p.p.).
Já no caso das deslocações em território nacional, a marcação prévia apenas utilizada apenas em 38,6% dos casos (+0,6 p.p.).
No processo de organização das viagens, o recurso à internet foi utilizado em 30,2% das deslocações (+1,7 p.p.), tendo maior representatividade na organização de viagens ao estrangeiro (67,3% do total, +3,4 p.p.) do que nas viagens território nacional, em que a utilização deste recurso representou 23,3% do total (+0,8 p.p.).
De referir que cada viagem realizada pelos residentes no 3º trimestre de 2024 teve uma duração média de 5,62 noites (5,90 no 3ºT 2023). Segundo o INE, a duração média mais longa foi registada em agosto (6,39 noites; 6,62 em agosto de 2023) e a mais baixa em setembro (3,92 noites; 4,19 em setembro de 2023).
Os “hotéis e similares” concentraram 25,2% das dormidas (11,6 milhões) resultantes das viagens turísticas dos residentes no 3º trimestre de 2024, sendo superados pelo “alojamento particular gratuito”, que se manteve como a principal opção de alojamento (53,6% das dormidas), ao acolher 24,8 milhões de dormidas nas viagens de residentes.
No processo de organização das deslocações, a internet foi utilizada em 30,2% das situações (+1,7 p.p.), tendo este recurso sido opção em 67,3% das viagens para o estrangeiro (+3,4 p.p.) e em 23,3% das realizadas em território nacional (+0,8 p.p.).


