Portugueses nunca viajaram tanto para o estrangeiro como em 2024
As viagens turísticas dos residentes em Portugal ao estrangeiro registaram novo máximo histórico em 2024, aumentando 15% face a 2024. Os gastos também atingiram um valor recorde, com o valor médio por turista e por viagem a subir 14,6%, em termos homólogos.
Dados divulgados esta quarta-feira, 9 de julho, pelo Instituto Nacional de Estatística, revelam que os residentes em Portugal nunca viajaram tanto para o estrangeiro como em 2024. Ainda assim, contabilizando as viagens ao exterior e as viagens em território nacional, o valor desceu.
De acordo com o INE, em 2024, 48,7% da população residente em Portugal efetuou pelo menos uma viagem turística, o que representou um decréscimo de 3,0 p.p. face a 2023 (menos 138,6 mil turistas), correspondendo a 5,2 milhões de indivíduos.
Os dados indicam que as deslocações turísticas dos residentes atingiram os 22,9 milhões, significando um decréscimo de 3,2% face a 2023, com as viagens em território nacional a diminuirem 4,7%, atingindo 19,5 milhões (85,0% do total, 86,4% em 2023).
Já com as deslocações para o estrangeiro aconteceu precisamente o inverso, tendo registado um aumento de 15,0% (+ 1,3 p.p. acima de 2023 e +3,2 p.p. face a 2022). No total, o ano passado os residentes em Portugal realizaram 3,4 milhões de viagens turísticas ao estrangeiro, número que reflete um acréscimo de 6,2% face a 2023.
As viagens turísticas dos residentes geraram mais de 93,1 milhões de dormidas (-3,5% face a 2023), tendo a maioria ocorrido em Portugal (74,8% do total, 77,1% em 2023). Ainda assim, as dormidas em Portugal registaram um decréscimo de 6,5%. Já as dormidas realizadas no estrangeiro aumentaram 6,4%.
“O “alojamento fornecido gratuitamente por familiares ou amigos” manteve-se como o meio de alojamento mais utilizado nas dormidas dos residentes em 2024, concentrando 37,2 milhões de dormidas (39,9% do total, -1,1 p.p. do que no ano anterior)”, refere o INE.
Nas deslocações nacionais, esta modalidade de alojamento prevaleceu (44,6% das dormidas, -0,4 p.p. do que em 2023), enquanto nas viagens para o estrangeiro, os “estabelecimentos hoteleiros e similares” foram os preferidos (53,0% das dormidas, -0,2 p.p. do que em 2023).
Relativamente aos gastos, os dados do INE indicam que em 2024, a despesa média por turista em cada viagem teve um acréscimo de 14,1% face ao valor de 2023, fixando-se em 276,6 euros. Nas deslocações domésticas, os residentes gastaram, em média, 176,7 euros por turista/viagem, +7,5% que em 2023, enquanto nas deslocações para o estrangeiro, o gasto médio por turista/viagem cresceu 14,6% em 2024, tendo atingido 843,8 euros.


