Portugal voltou a reduzir dependência de mercados externos no 2º trimestre
Dados do INE publicados na passada quinta-feira, 14 de agosto, revelam que a dependência de mercados externos recuou 0,9pp no 2º trimestre deste ano, o que aconteceu pelo terceiro trimestre consecutivo. Em termos dos mercados externos, de sublinhar que o dos EUA já ocupa o primeiro em 4 regiões do país.
“No 2.º trimestre de 2025, os mercados externos predominaram e representaram 72,3% do total (-0,9 p.p. face ao trimestre homólogo), sendo o 3.º trimestre consecutivo em que se observa uma diminuição do peso dos mercados externos, em termos homólogos”, refere o INE.
Os mesmos dados indicam que, em termos do número de dormidas, a Grande Lisboa foi a região que apresentou a maior dependência dos mercados externos (82,9% do total), seguida pela Região Autónoma da Madeira (82,4%) e pelo Algarve (81,4%). Já as regiões do Centro de Portugal e do Alentejo foram aquelas em que as dormidas de não residentes apresentaram menor expressão nos totais regionais (34,6% e 36,0%, respetivamente).
Estados Unidos já são o principal mercado em 4 regiões
Entre os principais mercados emissores, destaque para os Estados Unidos que se assumiram como primeiro mercado em 4 regiões, concretamente na RA Açores (18,6% das dormidas de não residentes registadas nesta região), Grande Lisboa (18,3%), Alentejo (15,0%) e Norte (14,0%).
Espanha foi o principal mercado no Oeste e Vale do Tejo (22,5%), no Centro (22,0%) e na Península de Setúbal (14,6%). Já o Reino Unido continua a ser o principal mercado externo no Algarve (39,0%), enquanto a Alemanha lidera na RA Madeira (23,3%).
No 2.º trimestre do ano, entre os 10 principais mercados externos, 3 concentraram mais de metade das respetivas dormidas numa só região: Irlanda (78,3% do total das dormidas no Algarve), Reino Unido (61,7% das dormidas no Algarve) e Brasil (50,4% das dormidas na Grande Lisboa).
A Grande Lisboa também foi o destino preferencial para os hóspedes residentes nos Estados Unidos (47,3% das dormidas), Itália (44,3% das dormidas), Canadá (40,2% das dormidas) e França (24,9% das dormidas).
O Algarve foi ainda o destino preferencial das dormidas dos mercados dos Países Baixos (39,0% das dormidas) e da Alemanha (29,5% das dormidas).
Já o Norte foi a região privilegiada em termos de dormidas do mercado espanhol, concentrando 29,5% deste mercado.
Os dados publicados pelo INE revelam ainda que o Norte foi a região NUTS II onde se registou uma menor dependência do principal mercado externo (14,0% do total das dormidas de não residentes). Seguiram-se a Península de Setúbal (14,6%) e o Alentejo (15,0%). Por sua vez, a Península de Setúbal e a Grande Lisboa foram as regiões NUTS II com menor concentração das dormidas geradas pelos três principais mercados externos (34,2% e 34,6% do total das dormidas de não residentes, respetivamente).
No polo oposto, o Algarve foi a região mais dependente, quer do principal mercado externo (39,0% das dormidas de não residentes) quer do conjunto dos 3 principais mercados externos (62,6%). Seguiram-se a RA Madeira (23,3%), Oeste e Vale do Tejo (22,5%) e o Centro (22,0%), em termos de dependência do principal mercado externo, enquanto a RA Madeira (54,9%) e a RA Açores (45,2%) seguiram-se como regiões com maior concentração das dormidas geradas pelos três principais mercados externos.


