Porto e Norte gerou três em cada quatro dormidas adicionais do país no primeiro semestre deste ano
Dados divulgados pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal indicam que a região cresceu 5,4% em dormidas e 5,6% em proveitos, num semestre em que a procura nacional avançou 1,3%. Contas feitas, a região, que concentrou cerca de 75% das dormidas adicionais registadas no pais até junho, cresceu mais em valor do que em número de turistas.
O Porto e Norte de Portugal encerrou o primeiro semestre de 2026 com 6,87 milhões de dormidas e 3,67 milhões de hóspedes, correspondendo a crescimentos de 5,4% e 4,8% face ao período homólogo. Já os proveitos globais do alojamento turístico atingiram 526,6 milhões de euros, refletindo um aumento homólogo de 5,6%.
Para o Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), o significado destes números percebe-se melhor à escala nacional, uma vez que “Portugal registou 36,85 milhões de dormidas no semestre, um acréscimo de 470,4 mil. Destas, 352,5 mil — 74,9% — foram geradas no Porto e Norte, uma região que representa 18,6% do total de dormidas do país”.
A entidade presidida por Luís Pedro Martins sublinha ainda que o contributo da região foi ainda mais expressivo no segmento internacional: “o acréscimo de dormidas de estrangeiros no Porto e Norte foi de 220,7 mil, um valor superior ao acréscimo registado no conjunto do território nacional (214,8 mil)”. Já “no mercado interno, a região captou 131,8 mil das 255,5 mil dormidas adicionais de residentes em Portugal, ou seja, 51,6% do crescimento nacional”.
A entidade reforça que “os proveitos (+5,6%) cresceram acima das dormidas (+5,4%), que por sua vez cresceram acima dos hóspedes (+4,8%)”, o que significa que “cada visitante permaneceu mais tempo e gerou mais receita“, sendo a qualificação da procura “visível na distribuição das dormidas por categoria hoteleira”.
“No primeiro semestre, as dormidas em unidades de cinco estrelas cresceram 10,8% e as de quatro estrelas 7,0%, enquanto as categorias de uma e duas estrelas recuaram 2,4%“, passando o segmento superior “a representar 63,7% das dormidas hoteleiras da região, contra 62,0% um ano antes”, e “a quota das cinco estrelas subiu de 16,6% para 17,5%”.
Enquanto a taxa de ocupação-quarto estabilizou em 57,8%, o RevPAR subiu para 52,6 euros, o que demonstra que “o crescimento não se fez à custa de preço”. Já a estada média registou uma subida ligeira, de 1,86 para 1,87 noites, enquanto no resto do país este indicador desceu de 2,45 para 2,43 noites.
O TPNP sublinha também que o crescimento verificado no semestre não foi feito à custa dos meses de férias nem à custa do litoral ou da cidade do Porto: “as dormidas de janeiro a maio somaram 5,43 milhões, mais 47,7% do que no mesmo período de 2019 – um crescimento bastante superior ao registado pelo conjunto do ano”, além de que “entre janeiro e maio, Terras de Trás-os-Montes foi a sub-região que mais cresceu em toda a região, com +7,8% de dormidas, seguida do Alto Minho, com +7,2% -ambas acima da média regional de 5,9% no mesmo período”.
Sublinhando o facto de a região se ter mantido como “principal destino dos portugueses”, com as dormidas de residentes a atingirem 2,55 milhões no semestre, mais 5,5% em termos homólogos – um ritmo mais do dobro do registado a nível nacional (+2,4%) – a entidade destaca que “o Porto e Norte cresceu em simultâneo nos dois mercados e praticamente ao mesmo ritmo: +5,5% nas dormidas de residentes e +5,4% nas de estrangeiros”.
Citado no comunicado, Luís Pedro Martins, presidente do TPNP afirma: “Estamos muito satisfeitos com a estratégia que temos vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos”, defendendo que “este desempenho é também o resultado de uma estratégia nacional que aposta numa melhor distribuição de turistas por todo o país, mais eventos internacionais e maior conectividade aérea”.


