Plano para 2026 representa “instrumento de responsabilidade acrescida” para os Açores, afirma Berta Cabral
A secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, afirmou terça-feira, na Assembleia Legislativa dos Açores, que o Plano para 2026 representa um “instrumento de responsabilidade acrescida” para o “futuro coletivo” da região.
No segundo dia de debate das propostas de Plano e Orçamento para o próximo ano, Berta Cabral frisou que a linha-mestra do Governo Regional “é inequívoca: a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e das oportunidades provenientes dos fundos comunitários do PO AÇORES 2030. Esta é uma opção política consciente que determina, de forma clara, todas as nossas opções para 2026”.
A governante referiu-se ao “contexto inédito” dos Açores, que nunca tiveram, ao mesmo tempo, “dois grandes programas comunitários em plena execução”, o que considerou ser “um esforço muito exigente para uma pequena região como a nossa”.
No que se refere diretamente ao turismo, Berta Cabral anunciou a obtenção da Região da certificação nível II Ouro, “mantendo um sólido e progressivo caminho de sustentabilidade”. Sublinhou ainda que “o turismo é, hoje, um dos motores mais dinâmicos da economia açoriana: representa 20% do VAB, 17% do PIB e 17% do emprego, gerando mais de mil milhões de euros de riqueza anual. O crescimento deste setor foi absolutamente extraordinário nos últimos anos. Temos mais 45% de dormidas e mais 85% de proveitos do que em 2019”.
Destacando que os Açores são hoje “um destino com grande notoriedade internacional que tem valor para se afirmar em qualquer parte do mundo e atrair novos parceiros e capacidade de oferta”, exemplificou com “as 16, que hoje [terça-feira, 25 de Novembro] passaram a 17, companhias aéreas que voam para os Açores”, uma vez que naquela data a Air Canada anunciou uma rota direta Toronto/Ponta Delgada três vezes por semana no próximo verão.
Ao nível da mobilidade interilhas, anunciou que irão ser investidos “mais de 84,4 milhões de euros, para garantir o transporte aéreo e marítimo de passageiros, a gestão dos aeródromos regionais e a continuidade da «Tarifa Açores», uma das mais emblemáticas medidas da Autonomia que tem permitido dar a conhecer os Açores aos próprios açorianos. Continuaremos também a desenvolver progressivamente o novo modelo de transporte marítimo de mercadorias, que já produz efeitos práticos e objetivos”.

